Trabalhadores e patrões assinaram o acordo coletivo de trabalho que reajusta o piso salarial estadual, durante a quinta rodada de negociação realizada na quarta-feira (22), na Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), em Florianópolis. A primeira faixa salarial passou de R$ 908,00 para R$ 1.009,00; a segunda, de R$ 943,00 para FR$ 1.048,00; a terceira faixa subiu de R$ 994,00 para R$ 1.104,00; e a quarta faixa salarial passou dos atuais R$ 1.042,00 para R$ 1.158,00. Os reajustes são retroativos a 1º de janeiro de 2016 e praticamente zeram a inflação do período, que ficou em 11,28%. Os representantes dos trabalhadores consideraram o resultado razoável. “Foi a negociação mais difícil, tanto que estamos no final de março e só agora fechamos o acordo”, disse o diretor sindical do Dieese, Ivo Castanheira. O supervisor técnico do Dieese, José Álvaro Cardoso, considera que uma “reunião de fatores” levou a comissão de trabalhadores a fechar a negociação. “Estamos diante de duas crises, a econômica, com desemprego mais elevado, recessão e inflação alta, somada a uma crise política sem precedentes”, finalizou o economista do Dieese. “Foi uma negociação, extensa, difícil e densa, mas prevaleceu o entendimento que as partes têm que negociar”, completou o presidente da Câmara de Relações Trabalhistas da Fiesc, Durval Marcatto Júnior, destacando o atual cenário econômico e político.

* * *

8,2%

Foi a taxa de desocupação nas seis maiores regiões metropolitanas do país em fevereiro, conforme o IBGE divulgou ontem. A população desocupada (2 milhões de pessoas) cresceu 39% em relação a fevereiro de 2015

* * *

IPCA-15 fecha em 0,43%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou desaceleração em março ao fechar com variação de 0,43%. Em fevereiro o índice indicava 1,42%. Esse é o menor resultado para os meses de março desde os 0,25% em 2012. O IPCA-15, uma prévia do IPCA - a inflação oficial do país -, foi divulgado ontem pelo IBGE.  O índice acumulado em 12 meses foi de 9,95%.

* * *

Páscoa mais cara

Quem saiu para comprar ovos de Páscoa percebeu. O chocolate está mais caro este ano. De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), a cesta de produtos para a Páscoa aumentou 15,17% em comparação ao ano passado – acima da inflação acumulada entre março de 2015 e fevereiro de 2016, que foi de 10,37%.

* * *

luís fernando almeida

Táxi, uma relação de consumo

A maior parte da população, em vista do serviço público de transporte não ser suficiente em alguns casos, tem que se socorrer do oneroso serviço de táxi. É um serviço caro, além do que, ocorre de taxistas desligarem o taxímetro e cobram uma “taxa” fixa em determinados horários, o que se configura em delito. Esses maus profissionais devem ser denunciados na Prefeitura e deve ser feito um B. O. na delegacia, dirigindo-se o cliente ao Procon local para registrar uma denúncia. Para que não haja dúvida a respeito, o serviço de táxi é essencial ao público, seguindo normas descritas no CDC, isso já pacificado pelas Cortes Superiores. O consumidor tem o direito de escolher em que carro viajar em um ponto, ao contrário do que ocorre comumente, quando determinam em qual carro você deverá seguir. Outro direito do consumidor é escolher o roteiro que o taxista deve conduzi-lo, e o trajeto deve ser discutido no início da corrida. Outro abuso cometido por alguns desses maus profissionais é a recusa em fazer corridas de curto trajeto, dispondo o CDC que o fornecedor não pode se recusar a prestar um serviço na medida da demanda do consumidor. O mais importante: não faça uma viagem com taxímetro desligado, ou seja, só deverá pagar exatamente o que se registrar no equipamento, que deverá ser aferido anualmente pelo órgão responsável. Eventualmente, o taxista poderá cobrar pelo excesso de bagagem, transporte de animais de pequeno e médio porte e acima de três volumes de mão, de acordo com a legislação, sem abuso e isso deve ser tratado antecipadamente. Os órgãos de trânsito ou transporte dos municípios devem fiscalizar os taxímetros, além da qualidade de serviço prestado, incluindo a educação dos profissionais, que deve ser respeitosa e atenciosa. Os taxistas, devidamente registrados na Prefeitura, são servidores públicos em última instância, e assim devem se comportar, respeitando os limites de velocidade da cidade, mantendo seu veículo limpo e seguro. Você, consumidor, é o melhor fiscal.