O tema gestão de preços estará em pauta na plenária semanal da Acijs e Apevi na segunda-feira, dia 4 de julho, às 18h, no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul. Para falar sobre o assunto, estará no encontro semanal de diretorias e associados das duas entidades, o engenheiro de produção Alex Carneiro, que já atuou como vice-presidente comercial da Shell na América Latina e é membro do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e da Professional Pricing Society. Consultor em governança corporativa, marketing e gestão estratégica de preços, o especialista fará uma análise da importância do pricing nas relações de mercado. “Pricing” é um termo que vem do inglês e significa “formação de preço”, sendo considerado um processo importante dentro de uma empresa já que é essencial para o seu êxito no mercado. Estudos mostram, entretanto, que muitas organizações ainda precificam seus serviços ou produtos de forma equivocada, na maior parte das vezes com base em custo ou no mercado. Uma política de pricing pode levar a empresa ao sucesso ou ao fracasso, asseguram os especialistas ao considerarem que a precificação para ser correta precisa levar em conta vários fatores determinantes deste processo que enxergue o mercado, custos e margens de lucro, entre outros aspectos. Outro tema da plenária é o painel “Sustentabilidade - Inovação & Negócios”, evento que ocorre no dia 14 de julho. O assunto será apresentado por Rafael Mahfud da Silva, coordenador do Núcleo de Sustentabilidade Corporativa.

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Reforma trabalhista

Todo político adora falar que defenderá “os direitos” dos trabalhadores custe o que custar, que jamais cederá, e que manterá os “benefícios conquistados”. A questão é: há realmente algum ganho para o trabalhador?  Ou há apenas ônus? Na prática, ao impor encargos sociais e trabalhistas — todos eles custeados pelo próprio trabalhador—, o governo está dizendo que sabe administrar melhor o dinheiro do que o próprio trabalhador.  Mais ainda: se o trabalhador é obrigado a pagar por seus “direitos”, então ele não tem um direito, mas sim um dever. Os tais “direitos trabalhistas” nada mais são do que deveres impostos pelo governo ao trabalhador.  E, para arcar com esses deveres, a maior parte do salário do trabalhador é confiscada já na hora do pagamento. Somente para bancar os benefícios básicos — férias, FGTS, INSS, encargos sobre aviso prévio — são confiscados R$ 927 mensais de um trabalhador que recebe em suas mãos salário mensal de R$ 1.200.

Um funcionário trabalhando em regime CLT, com um salário contratado de R$ 1.200, custará efetivamente ao seu empregador 80% a mais do que o seu salário. Ou seja, por causa dos encargos sociais e trabalhistas impostos pelo governo, o patrão tem um gasto de R$ 2.127 com o trabalhador, mas o trabalhador recebe apenas R$ 1.200. Toda a diferença vai para o governo (exceto o item férias, o qual, por sua vez, será disponibilizado apenas uma vez por ano, e que seria mais bem aproveitado pelo trabalhador caso tal quantia fosse aplicada). E há quem acredite que isso configura uma “conquista trabalhista” e um “direito inalienável do trabalhador”.

Mais ainda: esses não são os únicos custos para o patrão.  Em primeiro lugar, os custos podem variar ainda mais conforme o sindicato de classe, o regime de apuração da empresa e o ramo de atividade.  Há ocasiões em que os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário.  Mas quem paga todos esses custos, ou deixa de receber um salário melhor, são os trabalhadores.

A espoliação do trabalhador é ainda pior do que parece. Veja, por exemplo, o que acontece com o FGTS.  Essa quantia, que poderia ser incorporada ao salário do trabalhador, é desviada para o governo e só pode ser reavida em casos específicos (ou após a aposentadoria).

Na prática, o governo “pega emprestado” esse dinheiro do trabalhador e lhe paga juros anuais de míseros 3%, muito abaixo do que o trabalhador conseguiria em uma aplicação.  E para onde vai o dinheiro do FGTS? Uma parte vai para subsidiar o BNDES e a outra vai para financiar a aquisição de imóveis — algo completamente sem sentido, pois a aplicação desse dinheiro na caderneta de poupança já permitiria ao trabalhar obter o dobro do rendimento e, com isso, ter mais dinheiro para comprar imóveis.

O custo de todo esse sistema para o trabalhador é muito maior do que as eventuais vantagens que ele possa oferecer (se é que há alguma).   Dado o atual arranjo, seria muito mais proveitoso tanto para o trabalhador quanto para as empresas dobrar o salário-mínimo e eliminar os encargos sociais e trabalhistas.  Reforma trabalhista já! RENATO FURTADO - Empresário do setor madeireiro, e líder do Movimento Revolucione-SE

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IGPM tem alta

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) mais que dobrou em junho. A taxa ficou em 1,69% em junho frente ao 0,82% registrado em maio — quando já tinha subido com força ante abril. O resultado veio acima das expectativas do mercado.

Em igual mês do ano passado, a taxa foi de 0,67%. Nos doze meses encerrados em junho, a alta foi de 12,21%. No acumulado do ano, a variação é de 5,91%. Dois dos três componentes do IGP-M apresentaram alta na passagem de maio para junho: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, saltou de 0,98% para 2,21%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,19% para 1,52%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% na taxa geral, desacelerou de 0,65% para 0,33%. O IGPM é o mais usado nos reajustes de contratos de aluguel no país.

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Confiança da indústria

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 4,2 pontos neste mês de junho, alcançando o maior nível desde fevereiro de 2015: 83,4 pontos. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a melhora nas expectativas das empresas se estendeu a 14 dos 19 principais segmentos pesquisados e foi determinada majoritariamente por uma visão mais otimista em relação ao futuro próximo.

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Desemprego em 11%

O desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. No trimestre de março a maio, havia cerca de 11,4 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. A taxa é a mesma do trimestre encerrado em abril. Assim, novamente, é a maior já registrada pela série histórica do indicador, que teve início em janeiro de 2012. No mesmo trimestre no ano anterior, a taxa havia ficado em 8,1%, segundo o IBGE. Ficou acima ainda do trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, que ficou em 10,2%. A taxa de desocupação trimestral está subindo há 18 meses consecutivos em comparação ao ano anterior até maio, o que preocupa o mercado.