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A verdadeira religião

Por: Luiz Carlos Prates

30/06/2026 - 07:06

Volta e meia, após preparar o chimarrão, ali pelas 4h da tarde, fico olhando para as nuvens, o pensamento vagando entre dúvidas e incômodos… E nesses momentos, muitas vezes, vou à minha caixa de sapatos cheia de frases. Vou como que a fazer um sorteio, enfio a mão na caixa e trago uma frase. Fiz isso ontem e a frase que me veio à mão foi esta: – “A honestidade é uma linda joia, mas está fora de moda”. Você pode dizer que a frase faz sentido, que é isso mesmo, pelo menos para a maioria que anda por aí. Acontece que essa frase é atribuída a Thomas Fuller, matemático africano que foi levado como escravo para os Estados Unidos, (1710/1790), em tempos bem diferentes dos de hoje. Diferentes? O ser humano sempre foi o mesmo realizando safadezas de acordo com o meio e os tempos em que vive. Há quem diga que os feminicídios dos dias de hoje não havia no passado. Ah, é? E sabes por quê? Porque as mulheres eram geradas, vendidas ou doadas aos interessados, era coisa natural, como o é ainda hoje em muitos lugares e até mesmo aqui no “religioso” Brasil. Mudam-se os modos, não as barbáries. Os tempos passam, mas as mentiras não passam. Quantas pessoas “religiosas” você conhece, pessoas que não deviam ter nascido, mas pútridas de caráter? Muitas. E a sociedade hipócrita finge não saber que a única e digna religião sobre a terra é a dignidade. Mas as pessoas insistem em mentir sobre suas (falsas) fés, esquecendo que não precisariam de igrejas nem de santos, teriam o “céu” garantido se fossem dignas, honestas, não é mesmo, Brasília? O verdadeiro “religioso” foi o bom Samaritano. O samaritano não tinha nenhum escapulário no pescoço, nenhum livro religioso debaixo do braço, tinha dignidade e caridade no coração. Ajudou o homem assaltado e ferido e foi embora, não esperou sorrisos. Foi digno e verdadeiramente religioso, sem o ser. E a multidão de fiéis aqui do lado de fora ou dentro das igrejas, o que faz pelos necessitados? Por que os homens batem em mulheres? Porque sabem que são fracos, menos inteligentes e resistentes que elas. É isso, mas… Os dignos as respeitam, admiram e amam. Poucos, bem poucos, ô…

MUDOU?

Não mudou nada, tudo continua igual… Reportagem do meu arquivo de jornais sobre supermercados, reportagem do ano de 1993… Uma das queixas mais comuns daquela época era sobre a carne vendida em bandejas. Diziam os fregueses da época que – Os bifes que ficavam por baixo não tinham a mesma qualidade dos de cima”. Ah, queridos amigos daquele tempo, tudo igual até hoje, e muitas dessas trapaças envolvem frutas. Reclamar, bater na mesa e trocar de ambiente…

AJUDAS

Não ouvi ainda nenhum desses tantos hipócritas que andam por aí, especialmente na política, perguntar se o Trump vai ajudar a todos os venezuelanos abatidos pelo terremoto. Gente pobre que perdeu tudo, pessoas mortas, prejuízos de toda sorte e… Os “administrados” do petróleo venezuelano não vão ajudar os abatidos? Isso não pode continuar assim, ah, não pode! E não vai continuar, não vai… Esperem! Contagem regressiva…

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FALTA DIZER

A televisão é uma “passarela”, uma passarela de notícias, os apresentadores e repórteres precisam saber que o cabelo tem que ser decente, e não cabeleiras espalhafatosas, ridículas, e assim as roupas e os sapatos. Sapatos, eu disse. Agora é tudo chinelão ou tênis. Ou boa apresentação ou… atrás das câmeras, já. – Ah, esqueci, falta direção competente e disciplinadora.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.