Na segunda-feira (7), Jaraguá do Sul inicia mais uma campanha de vacinação contra a gripe, um gesto simples que salva vidas, mas que ainda enfrenta a resistência irracional de quem prefere acreditar em teorias da conspiração a ouvir a ciência. A pergunta que fica é: quando você precisa de um remédio, você consulta um médico ou um político? Quando seu filho está com febre, você recorre a um estudo científico ou a um post de rede social? Por que, então, tantos ainda tratam a vacinação como uma questão de opinião, e não de saúde pública? A gripe não é um simples resfriado. Ela mata. Só em 2023, o Brasil registrou milhares de hospitalizações e centenas de óbitos por complicações da influenza, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades. A vacina reduz em até 60% o risco de internação, segundo o Ministério da Saúde, e é a principal arma para evitar surtos. Não há “debate” sobre sua eficácia: há décadas de pesquisas, testes e resultados comprovados. Ainda assim, vozes obscurantistas insistem em espalhar desinformação — que a vacina “mata”, “altera o DNA” ou “é um controle populacional”. Essas alegações não só são falsas, mas perigosas. Nenhum estudo sério, em nenhum país do mundo, jamais as comprovou. A vacina da gripe é feita com vírus inativado, incapaz de causar a doença, e seus efeitos colaterais são leves (dor no local da injeção, febre baixa) e passageiros. Compará-los aos riscos da gripe é como temer um copo d’água e desafiar um tsunami. Embora não se vacinar seja um direito, espalhar mitos contra a vacinação é uma infantil irresponsabilidade e falta de inteligência. O efetivo risco são os “achismos”. Se você recebe conselhos médicos de um candidato, um influencer ou um familiar sem formação, está delegando sua saúde a quem não tem competência para opinar. A ciência não é perfeita, ela se corrige, evolui, testa, comprova, mas, é o melhor método que a humanidade já criou para combater doenças e salvar vidas. Enquanto charlatães lucram com o medo, pesquisadores trabalham para erradicar sofrimento. Jaraguá do Sul tem a chance de mostrar maturidade coletiva. Vacinar-se é um ato de solidariedade e cidadania: protege você, seus avós, seus vizinhos e as crianças da escola do seu filho. Quem recusa a vacina por ideologia está escolhendo o egoísmo sobre a evidência. A gripe não pergunta a quem você segue. Ela ataca quem está desprotegido. Na segunda-feira, postos de saúde estarão abertos. A escolha é sua: a ciência ou o boato.