Aproveitando que hoje é Carnaval, vamos fazer um “esquenta” na polêmica sobre o excesso de feriadões no Brasil, que divide opiniões do setor produtivo, trabalhadores e do trade turístico. Este ano vamos ter nove feriadões, alguns deles começando na quinta-feira, como o Corpus Christi (15 de junho), que não é feriado, aliás como hoje também não é – esta terça-feira carnavalesca é apenas ponto facultativo. E o que é o ponto facultativo? É uma espécie de feriado, decretado pelos governos, nas datas especiais, válido apenas para os servidores públicos. Mas, no Brasil, reza a tradição que “ponto facultativo é feriado”. Essa tradição custa caro: o comércio de SC pode perder R$ 1 bilhão no faturamento este ano por causa dos feriadões, e este número aumenta muito se indústria e agronegócio entrarem na conta. Emergente como o Brasil, a China adota regras bem diferentes. Nosso correspondente na Ásia, Lincoln Fracari, da China Trade Link, relata que “os feriados são apenas sete oficiais e quando ocorrem dias sem expediente por conta deles, os trabalhadores normalmente têm que repor essa folga, não importando se é fim de semana”.  Nessa polêmica há um terceiro viés: “Por outro lado, os setores do turismo, lazer, gastronomia e serviços podem ser beneficiados com as datas estendidas”, diz Lidomar Bison, presidente da CDL de Florianópolis, que este ano terá o décimo feriadão por conta do aniversário da Capital numa quinta-feira, 23 de março. Todo esse debate é travado quando o comércio vive o auge da crise: somamos o fechamento de lojas no Brasil e em SC nos últimos dois anos e o número é de assustar. São 207 mil pelo país e 11,2 mil aqui. Será que é hora de ter tanta folga? Dê a sua opinião, pelo e-mail bondcomunicacao@gmail.com. linha azul Dá briga Esta é para os casais e para os conselheiros matrimoniais: pesquisa feita pelo SPC Brasil sobre o orçamento familiar revela que quatro em cada dez (39%) dos entrevistados casados ou em união estável brigam com o parceiro por causa de dinheiro.  Os principais motivos de brigas são discordâncias sobre os gastos da casa (41%), não ter reservas para imprevistos (32%) e o fato de não querer pagar pelos gastos do cônjuge (19%). E o pior: a pesquisa revela que 40% dos brasileiros casados ou em união estável não contam sobre todas as compras ao cônjuge. Em geral, 61% deles não contam sobre algumas compras para evitar conflitos, sendo que 37% dizem ter prioridades diferentes e tentam conciliar desejos com a família sem causar discussões e 24% querem evitar brigas. Há ainda 25% que não informam todas as compras que fazem por não gostarem de ter seu dinheiro controlado. Entre os gastos mais omitidos estão roupas (35%, principalmente entre as mulheres, 48%), maquiagem, perfumes ou cremes (30%, com destaque entre as mulheres, 59%), calçados (28%, com queda de 24 pontos percentuais em relação ao ano anterior), cigarros, bebidas e substâncias ilícitas (20%, sobretudo entre homens, 28%). O conflito por causa de dinheiro já levou a muitas separações. Por isso, quem faz o aconselhamento é a economista-chefe do SPC, Marcela Kawauti: “Com a omissão, algum dos lados pode se sentir enganado e, se isso acontecer, o relacionamento pode ser abalado. É importante que o casal saiba de todas as despesas para manter a relação e o controle financeiro”. linha azul Stransbourg, campeã Nacional Mais uma empresa genuinamente catarinense é campeã nacional: o Grupo Strasbourg, maior representante Peugeot de SC, levou o Lion D’Or de Melhor Concessionária do Brasil na Convenção Anual da marca, em Cartagena, na Colômbia. Esse leão dourado é o prêmio máximo que uma das 100 concessionárias brasileiras pode ganhar, pois é a soma de todos os quesitos exigidos na votação. E por isso o diretor do Grupo, Joni Zutter, trouxe para casa também os leões dourados de Vendas Diretas (para empresas, produtores rurais e pessoas com necessidades especiais) e de Marketing. Os prêmios foram recebidos no palco juntamente com o diretor comercial, Frederico Battaglia (foto à esquerda), e o de marketing, Antoine Gaston Breton. O Grupo tem 100 colaboradores e está presente nas regiões de Jaraguá do Sul, Itajaí, Brusque e Blumenau. linha azul Pela saúde Boa notícia: já é grande a procura das indústrias de todas as regiões pelo aplicativo que calcula os indicadores de Segurança e Saúde do Trabalho, lançado pela Fiesc há menos de 15 dias. A iniciativa possibilita às empresas maior conhecimento sobre a realidade de segurança e saúde ocupacional em relação ao setor em que estão inseridas dentro do Estado, além de acompanhamento de desempenho. Dados da Organização Internacional do Trabalho mostram que, no Brasil, 4% do PIB são perdidos por ano com afastamentos e pagamentos de auxílios doença. “Ambiente de trabalho mais saudável favorece maior produtividade dos trabalhadores, gerando, também, mais recursos financeiros para as empresas. Precisamos fazer com que Segurança e Saúde do Trabalho mude de patamar, não fique na discussão apenas da área técnica. Os diretores e executivos das empresas precisam ser envolvidos e levar o assunto para a pauta estratégica da organização”, afirma o diretor regional do Sesi em Jaraguá do Sul, Jefferson Galdino, que fez a apresentação da ferramenta na Fiesc. linha azul Abratur Como a gente já havia adiantado no ano passado, a Embratur (oficialmente Instituto Brasileiro de Turismo) vai mesmo se transformar numa agência de promoção internacional do Brasil no Exterior. Nos próximos dias o grupo de trabalho formado pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão, o do Planejamento, Dyogo Oliveira, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos e o da Embratur, o catarinense Vinicius Lummertz, vai entregar ao presidente Michel Temer as propostas para o financiamento da nova agência, que poderá se chamar Abratur. Para SC é um passo importante, porque será um dos estados que terá maior destaque no Exterior. “Queremos trazer os chineses, hoje o povo que mais viaja no planeta, e também voos internacionais diretos de SC para a Europa e os Estados Unidos”, planeja Lummertz. linha azul