P odemos caracterizar a polêmica como: discussão, disputa em torno de questão que suscita muitas divergências. Comentários polêmicos sempre causam alvoroço. Despertam a ira dos que discordam da opinião e o carinho dos que compartilham do pensamento. Tenho diversas opiniões que com certeza contradizem o pensamento de muitos, e sem dúvida, faço o possível para escreve-las, sem preocupar-me com afetos ou inimizades. Hoje, abro falando sobre um caso que vai repercutir e muito nas redes sociais, e que condiz com o teor de meus comentários a respeito da atuação policial. Em São Paulo, a PM acabou baleando e matando, durante uma troca de tiros, um suposto menor infrator de 10 anos de idade. Segundo consta nos relatos da polícia, os policiais faziam patrulhamento por volta das 19 horas quando viram um carro furtado circulando pela região. O motorista fugiu da abordagem e os agentes iniciaram perseguição, que só terminou após o veículo bater em um ônibus. Os PMs teriam se aproximado do carro e, segundo a polícia, foram recebidos a tiros pelos suspeitos. Os policiais teriam revidado, atirando contra os bandidos, que por sinal, eram menores de idade. Dez e onze anos. Um deles, o motorista de dez anos que atirou nos policiais, foi alvejado na cabeça e morreu no local. Uma arma calibre 38 foi apreendida. Em depoimento aos policiais, acompanhado da mãe, o menino de 11 anos afirmou à Polícia Civil que estava em casa quando foi procurado pelo amigo que já estava com uma arma e que o convidou para roubar um prédio localizado no Campo Limpo, também na Zona Sul. O menino disse aos policiais que não queria acompanhar o amigo, mas que foi ameaçado e obrigado. Os dois chegaram de ônibus ao local e pularam o muro para invadir o condomínio. Na garagem, perceberam que um carro tinha o vidro do motorista aberto e a chave no contato. O menino de 10 anos assumiu o volante, enquanto o amigo ficou no banco de trás. Segundo ele, os dois deixaram o prédio sem dificuldade, mas o colega não sabia trocar as marchas do carro e logo passaram a ser perseguidos por policiais militares. De acordo com o menino mais velho, o amigo não respeitou a abordagem policial e efetuou dois tiros para fora na direção dos policiais. Ok! Era uma criança? Sim era, mas armada e atirando! Coitadinha William, o que fazer? Se eu fosse o policial, o que eu teria feito? O mesmo! Nossa você é um matador de criancinhas? Não! Se esse relato dos policiais for verdadeiro, e acredito que é pois há o testemunho do envolvido número dois que confirmou tudo, o policial agiu baseado nos artigos 23 e 25 da constituição. Artigo 23 = não há crime quando o agente pratica o fato: em estado de necessidade, em legítima defesa ou em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. Artigo 25 = entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. Resumindo, não importa o que ocorra, se a vida do agente da lei está em risco, o revide é dado no mesmo nível, ou seja, na bala! Não se repele bala com chocolates, bombons ou flores. E na hora da abordagem, creio que dificilmente se identificou que o motorista e até então caracterizado agressor, era uma criança! É triste perdermos uma alma tão jovem, ainda mais em uma situação como essas, mas, é idiotice, se comprovada essa versão, tentar jogar a culpa para cimas dos policiais envolvidos. Vergonha alheia Essa semana entrei em contato com o responsável pelas obras do viaduto e com o DNIT que é quem teria que dar a devida estrutura e pagamento para a obra sair do papel. Um manda a culpa para o outro e por fim ninguém é culpado de nada. Que pilantragem, até quando teremos que conviver com isso? Será que toda obra pública tem que ser assim enrolada? Isso é uma pouca vergonha, um desrespeito. Domingo vão manifestar naquele local, isso é muito bom, mas, meu plano de retirar de uma vez aqueles tubos, não está tão longe de ser posto em prática. Até quando teremos que ser chamados de idiotas por um pessoal que não está nem aí para nós e que sequer enfrenta diariamente esse trânsito insuportável?