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A pior mentira

Por: Luiz Carlos Prates

27/07/2026 - 07:07

Nós, povo, olhando para certas pessoas pelo lado de fora delas vamos nos enganar gravemente. Costumamos admirar pessoas, invejá-las mesmo, mas delas nada sabemos, nada daquele saber da vida interna e silenciosa das pessoas. E esse tipo de conduta nos costuma levar a comparações desastrosas para nós. Costumamos julgar as pessoas pelas aparências, mas sabemos que as aparências enganam. Acabei de ver uma entrevista no canal GNT onde uma famosa aposentada apresentadora de televisão contava de sua vida. Um horror. Um horror dependendo do ponto de vista. Essa mulher, hoje com 78 anos, passou por três casamentos. Nenhum deu certo. Ao longo do tempo em que fez entrevistas na TV ouviu centenas de personalidades de todo tipo, de todos os poderes, mas… Está sozinha, os casamentos naufragaram, os filhos andam por aí, como a maioria dos filhos diante dos pais idosos, e… Ela desabafou na entrevista sobre a vida solitária por que passa, uma solidão daquelas de nos esmurrar o queixo do coração. Essa “colega” está vivendo a moda da vida atual: solidão. A solidão, muitos pensam, é coisa de idosos, grave erro. Os jovens de hoje vivem uma solidão típica, eles são jovens, tem saúde, conhecem “aparentemente” muitas pessoas, mas… Vivem na solidão das teclas, dos celulares. Essa conduta, coletiva hoje, lhes vai custar muito caro… Acabaram-se as reuniões-dançantes, os bailes, as festas populares e comunitárias, festas em colégios, tudo varrido para debaixo do tapete sujo das teclas. Mas os jovens ainda têm tempo pela frente… E os idosos, os que estão lá adiante na vida e que já notaram que os filhos, maioria, são meras lembranças? Alguns filhos ajudam os pais financeiramente e deu pra bola, caem fora. Maioria. Vendo aquela “colega” falar o que falou na entrevista, fica claro que sucesso na vida, nos anos mais vibrantes da vida, dinheiro no banco e fama vinda do passado de nada adiantam na velhice da solidão. Os mais jovens ou mesmo muitos casados podem não ter ideia do que seja, na vivência, a solidão, o isolamento. Olhar para as paredes, lembrar do passado e cair na realidade do presente pode ser uma vivência de sepultura viva… Paremos com a indigesta patranha de dizer que – “Ah, eu não preciso de ninguém na minha vida…”. A pior mentira é a que contamos a nós mesmos…

ESPERANÇA

Esperança é irmã gêmea da felicidade. Sem esperanças a vida é um buraco sem fundo. Não há cura, seja qual for a moléstia, se não houver esperança de parte do paciente. A esperança mobiliza nossos melhores hormônios para a cura, vale para o amor, para as finanças, para tudo. Perder a esperança é viver sem roteiro nem entusiasmo. Bem diz o ditado que a esperança é a última que morre. Enquanto respirarmos, que alimentemos essa amiga, a esperança. Ela é vida.

VIDA

Muita gente vive silenciosamente infelicidades nos seus cotidianos. Pessoas que se veem derrotadas, sem graça, esquecidas pela vida, mas… Ao conhecer pessoas, ao ouvi-las, descobrem que são felizes e não sabiam. Julgamos os outros pelas aparências, e nos julgamos por decepções nossas, sem saber que nossas decepções são invejadas por outras pessoas. De fato, muitos de nós somos felizes e não sabemos.

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FALTA DIZER

Tem que ser assim: todos os candidatos, seja ao que for, devem assinar um documento em cartório dizendo-se confiar ou não confiar nas urnas eletrônicas. Tudo documentado, antes, eu disse. Se alguém disser que não acredita nas urnas eletrônicas, mas vencer a eleição, não assumirá. Tudo documentado. Desculpas só na “salinha dos fundos”…

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.