Começa neste domingo mais do que um festival. Inicia-se, em Jaraguá do Sul, um movimento que reafirma o papel da cultura como vetor de educação, inclusão e projeção internacional. A 21ª edição do Festival Internacional de Música de Santa Catarina não é apenas um evento no calendário: é a consolidação de um projeto que transformou a cidade em referência continental na formação musical.
Ao longo de duas semanas, mais de 200 concertos gratuitos ocuparão o Centro Cultural da Scar e espaços públicos diversos, rompendo barreiras físicas e simbólicas. Levar música clássica a hospitais, praças, shoppings e outros espaços é um gesto que amplia o acesso, democratiza a arte e reafirma que cultura não deve ser privilégio, mas direito coletivo.
Reconhecido como o maior festival-escola de música clássica da América Latina, o Femusc atrai talentos de quase todo o Brasil e de mais de 20 países, projetando Santa Catarina no cenário internacional. Jovens músicos do mundo inteiro escolhem Jaraguá do Sul não por acaso, mas pela experiência educacional e artística que aqui encontram. Isso diz muito sobre a qualidade do projeto e sobre o ambiente que a cidade construiu ao longo dos anos.
O caráter formativo do festival se expressa com força em iniciativas como o Femusckinho e o Femusc Jovem, que vão do primeiro contato com um instrumento à preparação para uma carreira profissional. São ações que transformam trajetórias, despertam vocações e deixam marcas que ultrapassam o palco.
Em 2026, o Femusc ganha ainda um simbolismo especial ao abrir a programação dos 150 anos de Jaraguá do Sul. Celebrar a história da cidade com música, diversidade e acesso é uma escolha que revela maturidade cultural e visão de futuro. O festival mostra que investir em arte é investir em gente, em identidade e em desenvolvimento. E Jaraguá do Sul, mais uma vez, dá o tom certo.