A nota emitida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informando não ter chegado a um acordo com Ministério dos Transportes (MT) no âmbito da comissão de Solução Consensual instaurada no Tribunal de Contas da União (TCU) é uma verdadeira marcha ré nas negociações em busca de uma solução para o drama vivido pelos catarinenses diariamente na BR-101. Na prática, a agência de regulação e o ministério estão dizendo às autoridades estaduais que nada acontecerá, que não haverá a chamada otimização no contrato da Autopista Litoral Sul, ou seja, nenhuma melhoria será feita e muito menos a solução anunciada no Morro dos Cavalos, com a troca de responsabilização dos trechos com a Motiva, ex-CCR Via Costeira. O anúncio trava as negociações e devolve tudo à estaca zero. Uma derrapada federal que certamente terá impacto nas eleições de outubro. A decisão, mesmo anunciada pela ANTT, tem o respaldo do MT, o que levará a decisão a cair na conta do governo federal.
Narrativas
A decisão sobre a BR-101 surge em meio à troca de críticas entre o governador Jorginho Mello e o ministro dos Transportes, Renan Filho, sobre quem investe mais em obras rodoviárias no estado. Renan tem mostrado investimentos federais no estado, mas depois do fim do acordo no TCU, com a assinatura do MT, o discurso ficou sem sentido.
Partidos
Com a janela aberta, as trocas de partidos começam a acontecer. O deputado federal Vicente Caropreso anunciou a saída do PSDB, após 35 anos, para o União Brasil. Por outro lado, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, confirmou que ficará no PSD, mas colocará um pé em cada canoa: apoiará Jorginho Mello (PL) ao governo e Julio Garcia (PSD) para deputado federal.
Vídeos
A postagem feita pelo governador Jorginho Mello nas redes sociais, mostrando as parcerias com as prefeituras, com entregas feitas em vários municípios – inclusive com falas de agradecimento do prefeito João Rodrigues, entre outros, vai turbinar a campanha que nem começou ainda. Mais um ponto a favor da equipe de comunicação do governo estadual.
Renúncia

Foto: Divulgação/Prefeitura de Joinville
Pré-candidato a vice-governador na chapa que buscará a reeleição do governador Jorginho Mello (PL), o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), anunciou que deixará o cargo no dia 2 de abril. Com a renúncia, a vice-prefeita Rejane Gambin (Novo) assumirá o comando da administração da maior cidade do estado.