Ainda que seja uma eleição sem dúvida difícil e diferente – são necessários cerca de 120 mil votos - e que não se tenha certeza de como a animosidade do eleitor irá respingar em candidatos de partidos tradicionais, a demonstração de organização e força dos aliados de Carlos Chiodini (PMDB) ficou evidente no fim de semana quando o jaraguaense reuniu 400 lideranças da região Norte na Sociedade Amizade.

O chamado debate de ideias reuniu lideranças comunitárias, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, suplentes, ex-vereadores, secretários de Estado e o presidente estadual do PMDB, Mauro Mariani. São cabos eleitorais importantes, que multiplicam votos e podem fazer a diferença em uma disputa dessa magnitude. Chiodini fez um breve balanço dos seus dez anos de vida pública e falou sobre os desafios que terá a seguir para alcançar o objetivo de conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Com visão estratégica afinada, o líder do PMDB na Assembleia Legislativa já tem traçado os passos que dará até o pleito de outubro. O trabalho envolve encontros com lideranças, com a comunidade, estrutura partidária e política, braços de apoio em importantes municípios governados pela sigla e também uma atuação inteligente nas redes sociais, não só para mostrar a agenda, como para reforçar a imagem e combater as fake news.

A estimativa é que o jaraguaense, que aos 36 anos já venceu duas eleições para Assembleia Legislativa e ocupou uma Secretaria de Estado, já tenha uma rede de 500 a 600 lideranças que estão ou já tiveram mandato no Estado. Chiodini também tem prestígio no governo de Eduardo Pinho Moreira com diversas indicações, entre elas a de Natália Petry para Fesporte, também de cargos na Secretaria da Fazenda e no Turismo, por exemplo. A estrutura está bem formada. Para que o plano dê certo e que o roteiro seja o esperado, sair de casa com bom resultado é considerado essencial.

Uma história sobre trabalho e sucesso

O advogado Alidor Lueders, que atuou por 40 anos como executivo da WEG, lançou ontem durante a plenária da Acijs o livro “Estruturar, condição para crescer”. A obra traz um relato da experiência de Alidor na companhia desde sua entrada logo nos primeiros anos de fundação da WEG, passando por diferentes funções. “É uma história de desenvolvimento pessoal e empresarial, de três homens que nos idos de 1961 se reuniram e com capital equivalente a três Fusquinhas decidiram estabelecer uma pequena fábrica de motores. A mensagem que levo desta trajetória é simples: para crescer é necessário se estruturar”, define o autor.

Preparando a campanha

Evento no fim de semana com os chamados multiplicadores reuniu 400 lideranças de apoio à pré-candidatura de Carlos Chiodini (PMDB) à Câmara Federal. O jaraguaense tem, só na região Norte, cerca de 30 vereadores com mandato atuando no seu projeto. Nos bastidores, fala-se até na possibilidade de Chiodini ultrapassar os 170 mil sufrágios no pleito de outubro. A meta é ambiciosa, mas o trabalho político vem sendo feito para isso.

Como está o cofre:

PMDB x PSD 1

Mais um capítulo do divórcio público entre PSD e PMDB, agora com ação do PT. Requerimento de autoria do deputado petista Dirceu Dresch convida o secretário da Fazenda, Paulo Eli, para participar de uma sessão da Assembleia Legislativa para falar sobre a real situação financeira do Estado. O documento já foi aprovado em plenário. “Até ontem diziam que nosso Estado era exemplo de gestão. Agora, dizem que Santa Catarina ocupa a quarta pior situação financeira no Brasil. Falta esclarecer!”, argumenta Dresch. Realmente, quem compara as falas de Raimundo Colombo (PSD) e Eduardo Pinho Moreira (PMDB) fica sem entender o que de fato acontece.

Alteração do ICMS:

PMDB x PSD 2

E a votação das mudanças na cobrança do ICMS em Santa Catarina promete ser mais um round do duelo travado entre PMDB e PSD. A medida provisória 220, que altera a cobrança de ICMS – de 17% para 12% - deve ser votada hoje pela Assembleia Legislativa. Na CCJ, o parecer foi contrário ao projeto, resultado articulado pelo deputado Geslson Merisio (PSD). Apesar de ser uma demanda antiga da Fiesc, a MP do governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) desagradou em cheio a Fecomércio e o setor têxtil. A previsão é que uma emenda ao texto seja apresentada deixando a indústria têxtil de fora das novas regras. Mesmo assim, os grandes atacadistas, como a Havan, continuam reclamando.

Em foco:

  • A nova edição do Politicando tem como entrevistado o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Dieter Janssen (PP), e já está no ocponline. Tachado de bom moço demais para a política, Dieter disse que o título não o ofende, ao contrário, agrada. A ética, a simplicidade e a seriedade deveriam, segundo o pepista, ser o mínimo cobrado dos representantes políticos.
  • Alvo de uma oposição ferrenha durante os quatro anos de mandato, Dieter Janssen viu frustrados muitos de seus projetos – depois colocados em prática pelo governo Antídio Lunelli (PMDB) – para frear as despesas públicas. Ele cita como exemplo a tentativa de diminuir 20% do valor das FGS pagas ao funcionalismo e o corte do vale-alimentação nas férias. “Eram medidas que nos ajudariam a deixar o caixa melhor”.
  • Dieter Janssen também lembrou que doou durante 14 meses 20% do seu salário de prefeito para o Fundo Municipal de Saúde. Segundo ele, a crise econômica que afetava em cheio o país e a Prefeitura exigiam medidas duras como as que atingiram o funcionalismo. “Para solicitar qualquer ajuste aos funcionários, eu sabia que tinha que dar o exemplo”, justificou.
  • Em 2010, o pepista fez 21 mil votos para Assembleia Legislativa, ficando de fora por cerca de três mil votos. O maior erro na época foi não ter saído de casa para buscar sufrágios. A estratégia do PP, dessa vez, prevê mobilização em 50 municípios, embora o ex-prefeito reclame do sistema atual, que encarece as disputas e dispersa o foco dos concorrentes. Na região, Dieter tem apoio da maioria dos prefeitos.
  • Lembrando que em 2014 o PP fez uma ‘ginástica’ na região para não lançar candidato a deputado estadual e apoiar Carlos Chiodini, Dieter afirmou que dessa vez espera reciprocidade do PMDB.
  • As pesquisas mostram que o brasileiro quer pessoas sérias para governar o país, mas as mesmas pesquisas revelam que candidatos envolvidos em escândalos receberiam a preferência do eleitor. São incoerências como essa que precisam ser resolvidas pela sociedade na opinião do ex-prefeito Dieter Janssen. O candidato ideal também deve ter a capacidade, segundo ele, de fazer o país voltar a gerar mais postos de trabalho e de melhorar a economia. Acesse o site e confira!