Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Cem reais

Por: Luiz Carlos Prates

11/06/2026 - 07:06 - Atualizada em: 11/06/2026 - 08:25

Vamos imaginar que você vá ao supermercado, não tenha feito antes uma lista dos produtos a ser comprados e no bolso tenha “apenas” R$ 100,00. O que fazer? Ora, parar, pensar, escolher e comprar, tudo como resultado de um pensamento e escolha prévia. De outro modo, a pessoa se perde nas escolhas e coloca no cesto bem mais do que vai poder pagar. Até nós entramos nesse barco. Será que não sabíamos? Um dos mais vigorosos verbos da vida é o verbo escolher. A escolha presume bons conhecimentos prévios. Espere, cometi um erro. Eu disse que nossas escolhas “mais das vezes” vêm dos conhecimentos? Não é verdade, muitas, maior parte das nossas escolhas vem das nossas ignorâncias, paixões, leviandades, de tudo um pouco. Todos temos dentro de nós um agudo e sagaz observatório sobre o que está fora de nós, perto ou mesmo dentro de nós. Então, por que os erros de escolha? Já disse, duas razões: ignorância ou “identificação” com o objeto ou pessoa escolhida. Raríssimas vezes escolhemos errado por “azar”. Não existe azar na vida, existem fatores, leis, conhecidas ou não. Nada é por acaso nem por sorte. Ou será que alguém vai ganhar na Mega Sena sem previamente fazer uma aposta? E a eventual sorte na opinião de muitos nada mais é que um resultado da teoria da probabilidade matemática: alguém pode ganhar. – “Ah, Prates, mas esse ganhar tão difícil é sorte”! Num certo sentido até podia ser, só que esse sortudo de hoje vai ser o azarão em muitas questões logo ali adiante. Será que a sorte o mandou passear? O conhecimento nos evita dos tombos e dos erros na vida? Não evita, mas os diminui. Voltando ao assunto, antes de uma decisão é bom parar e pensar. – “Ah, Prates, mas eu tenho certeza do que quero”! Nesse caso, pressupõe-se uma certeza que afasta as incertezas da dúvida, então, é arregaçar as mangas e fazer, mas… Será mesmo que é certeza ou a coisa desejada não passa de uma vaidade, de uma solidão, de um desespero? E essa é a verdade da grande maioria, da razão dos casamentos. Certeza mesmo só do ponto final…

MAGIAS

Que bom se existissem magias na vida. Todos teríamos chances de com algum “mandrake” ter sonhos realizados sem esforços. Acabo de ler sobre “5 simpatias de Santo Antônio para atrair prosperidade”. Pobrezinho do Santo Antônio, ele já tem que cuidar dos namorados, e agora lhe deram o fardo de nos fazer prósperos… Pessoas não se enxergam, querem ganhos e presentes no mole, sem esforços, fazendo simpatias. O pessoal tem que acordar e dar um jeito na vida, trabalhando e com ética. E em sendo assim, todos os “santos” vão ajudar.

CARÁTER

Vou repetir aqui o que tenho dito nos meus comentários de rádio e na RBA/TV… Se a Seleção Brasileira entrar em campo com o princípio dos Três Mosqueteiros, aquele do “um por todos, todos por um”, vamos ganhar fácil a Copa. Um por todos, todos por um significa caráter e coletividade. Os demais não nos vão chegar perto. Caráter ganha Copas… É enfiar a perna na bola dividida e sair com a bola dominada. Golaçooooo…

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

FALTA DIZER

Não chegam a 10% os americanos que gostam do “soccer”, o nosso tipo de futebol. Eles gostam é do rugby, o “football” deles, outra coisa, bem diferente. Então, por que a Copa nos Estados Unidos? Porque estamos na despudorada sociedade capitalista, onde quem decide tudo e de modo rasteiro é o poder econômico. Credo, que bola fora…

 

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.