Repórter do UOL esteve em Jaraguá do Sul conhecendo a festa e espantou Jaraguaenses com sua opinião. Foto: Eduardo Montecino
Repórter do UOL esteve em Jaraguá do Sul conhecendo a festa e espantou Jaraguaenses com sua opinião. Foto: Eduardo Montecino

Jaraguá do Sul amanheceu em sua grande parte revoltada, com o que não sei se posso chamar de matéria, de opinião ou de baboseira, que foi escrita por um jornalista do UOL (já podemos prever muito do que veremos a seguir por aí) sobre a nossa tão querida Schützenfest, a festa dos atiradores.

O título do seu texto, para não chamar de matéria, é: “Festa mistura carabina e cerveja, com miss armada e criança atirando.” Bom, antes de tratar de suas colocações, vamos conhecer um pouco mais o autor da publicação.

Daniel Lisboa, é Jornalista formado pela Cásper Líbero, colaborador de veículos como UOL, Folha de S. Paulo, Estado de S.Paulo, Revista Piauí, Trip e BBC. Em suas redes sociais e principalmente em seus textos, percebe-se sem muito esforço sua forte tendência a deixar clara suas posições políticas nas entrelinhas. Resumindo: é de esquerda! E aí eu me pergunto: Por que raios enviam alguém com esse perfil para analisar nossa festa?

Em seu site, onde mostra um pouco mais do seu trabalho, apresenta artigos muito interessantes como: “Foice, martelo e peruca. Uma drag queen comunista” ou “Como é ser escritora pornô feminista em meio ao tsunami conservador no Brasil."

Sim, esse é o cara que o UOL resolveu mandar para avaliar uma festa do tiro, em uma cidade conservadora, que elegeu o presidente Bolsonaro com mais de 80% dos votos. Só por aqui, já temos uma ideia de que vamos passar raiva, mas, como somos brasileiros e não desistimos com facilidade, vamos a alguns trechos do texto desmoralizante do jornalista.

O título é tendencioso. Pretende chamar clicks e dá a entender que temos na cidade uma festa ao estilo velho oeste onde cada um anda com uma arma de fogo na cintura. Bom, o Brasil teve, em 2012, 14 das 50 cidades mais violentas do mundo. Maceió tem mais de 135 homicídios para cada 100.000 habitantes, Belém tem 78 para cada 100.000. A média nacional, com números bem maquiados, é de pouco mais de 27 homicídios para cada 100.000 habitantes.

Realidade bem diferente de Santa Catarina e principalmente de Jaraguá do Sul, uma das cidades mais pacíficas do Brasil.

No Velho Oeste, considerando as principais cidades, de 1870 a 1885 ocorreram apenas 45 homicídios. O equivalente a uma taxa (levando em consideração o número de habitantes) de 1 homicídio para cada 100.000. Portanto, considerado o cenário atual, viver em um “Velho Oeste”, seria uma grande evolução.

O autor demora alguns parágrafos para esclarecer uma das principais características da festa: Já fazem muitos anos que não são utilizadas armas de fogo e sim somente de ar comprimido com seta ou chumbinho. Mas, claro, se isso fosse dito logo no início, não teria o mesmo impacto, não é, Daniel?

Continuando, vale salientar a dificuldade do repórter, que começou em 2004 na Editora GLobo, em se localizar no mapa, mesmo após 15 anos na profissão! O profissional tem problemas com geografia. Em determinado momento, a reportagem coloca Jaraguá do Sul como se fosse integrante do Vale do Itajaí, região que abrange municípios como Blumenau, Gaspar, Indaial, Pomerode e Timbó. Jaraguá do Sul está localizado no Vale do Itapocu, então não faz sentido a frase de que tinha receios da região por saber de postes estampados com símbolos nazistas ou pelo episódio da piscina da casa do professor de Pomerode, não temos nada a ver com isso!

Continuando, o dito cujo diz que “Na prática, é uma espécie de Oktoberfest com tiros”! Mais uma vez mostra que ficou dois dias na cidade e não aprendeu nada. Como muito bem destacado pelo editorial do OCP, a Oktoberfest se tornou um dos maiores eventos do país e serve como atrativo para que turistas brasileiros e estrangeiros conheçam as belezas da região Sul do Brasil.

Já a Schützenfest tem foco nas famílias e é pensada para agradar crianças, adultos e idosos de toda a região (do Vale do Itapocu, é importante frisar).

E digo mais, antes de falar da Oktoberfest, seria interessante conhecê-la para ter propriedade, para comparar, afinal, na Oktober, no pavilhão B, também existe a prática do tiro esportivo através das sociedades.

Utilizando novamente do nosso editorial, lembro que em outro momento do texto, o autor resgata a mobilização dos jaraguaenses para "desconvidar" a jornalista Miriam Leitão de participar da Feira do Livro que aconteceu em agosto desse ano.

O episódio é listado em uma nova tentativa de reforçar um suposto espírito de intolerância dos jaraguaenses.

O que aconteceu foi puramente o exercício do direito de expressão de pessoas que não concordavam com as opiniões da jornalista.

Na ocasião, outro jornalista declarou que "infelizmente, o Brasil está virando uma grande Jaraguá do Sul".

Bom, se o Brasil virasse uma Jaraguá do Sul, seria um dos países mais seguros, teria melhores índices de educação e saúde e um dos melhores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano).

Após isso, surge uma das pedras no sapato do “Dani”: o presidente Bolsonaro. Imaginar que ele, como integrante de veículos como a Folha, o UOL, e com as posições que mantém em suas redes sociais e em seus artigos iria elogiar algo relacionado a família presidenciável seria muita utopia!

Ele faz questão de colocar na matéria uma imagem de Eduardo Bolsonaro na festa e de lembrar que Jair Bolsonaro teve 83,23% dos votos em Jaraguá do Sul, no segundo turno da eleição presidencial.

A votação expressiva em Bolsonaro vem da consciência coletiva de que o país precisava urgentemente de mudanças.

Em seu texto ele lembra que “Não é segredo para ninguém que facilitar o acesso às armas sempre foi uma bandeira do presidente e sua família. Quem sabe eu sairia da Schützenfest convencido sobre adquirir uma potente e precisa máquina de matar?” Novamente um papinho típico de quem não entende nada de armas, desses "mimizentos" chatos, que esquecem que o Brasil optou pelas armas no referendo de 2005 com maioria de 63% e que as armas nas mãos de pessoas boas não servem para matar inocentes, mas sim para defesa pessoal.

Como se não bastasse, o confuso texto faz questão de no final, antes de falar sobre a participação gay na festa, onde talvez esperava ver algum tipo de rejeição a essa comunidade para estampar na manchete, mas quebrou a cara por ver que todos, mesmo os que por algum motivo não concordam com a situação, a respeitam. O excelentíssimo jornalista ainda tem a cara de pau de questionar os cartazes antigos da festa, os chamando de “obras primas do absurdo” pelo fato de neles, existirem fotos de famílias, com crianças, juntos do nosso mascote, o Wilfried, portando sua arma de brinquedo. Talvez o energúmeno não tenha se flagrado que a tradição do tiro, da busca das majestades, das festas de rei, é algo que está intrínseco no dia a dia dessas famílias que participam das sociedades. Será que ele acha mais bonito uma criança aprender desde cedo com seus avós o tiro esportivo praticado em família, ou uma criança ganhar um fuzil do tráfico de drogas e sair matando policiais para defender os donos da boca?

Daniel, eu não poderia deixar de escrever isso, sabe por quê? Pois eu atiro desde criança, pois eu conheço a Schützenfest infinitamente mais do que você que se acha o esperto depois de dois dias na cidade, pois eu conheço essa cidade que detém números invejáveis no que diz respeito a economia e a índices de segurança, pois eu sei que que aqui temos o Brasil que deu certo!

Lave sua boca para falar, ou suas mãos para escrever de nossa cidade como escreveu! Os comentários na publicação do facebook do Uol mostram o descontentamento de nosso povo. E ah, antes que eu esqueça, você pode se perguntar: Quem o William acha que é para escrever sobre o Daniel tendo apenas poucas informações sobre ele e utilizando sua opinião no texto? Bom, quem eu sou, não sei se consigo explicar, mas, o que eu fiz foi o mesmo que o Daniel, uma análise superficial de algo que não conheço, no caso eu não conheço ele e ele mostrou que não conhece a festa.

Veja a coluna também em vídeo!

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