Colunista Ludmila Marques, Warren Brasil
Colunista Ludmila Marques, Warren Brasil

Texto escrito por Ludmila Marques

Ansiedade é algo extremamente normal para investidores que estão iniciando no mercado. Até porque o começo é um trabalho de formiguinha, é necessário guardar bem mais do que o valor que rende. Mas é isso aí! Quem disse que alcançar a independência financeira é uma tarefa fácil?

Quando estamos formando o nosso patrimônio financeiro, queremos ver ele duplicar, não é mesmo? Já cansei de ver pessoas colocando seus recursos em “furadas” nessa busca ilusória pelo rendimento imediato.

Não deixe isso acontecer com você. Seja pé no chão com seus investimentos. O rendimento será um grande aliado quando você atingir sua independência financeira, porém o fator essencial para isso acontecer é o tempo. E, para aproveitar melhor o seu tempo, tenho algumas dicas para você.

Vá com calma: use o tempo a seu favor

Se você pode contar com o tempo, vai ver os juros se multiplicando e ajudando você a atingir seus objetivos. É exatamente pelo fator tempo que a alocação de seus recursos deve ser feita no longo prazo. E o que fazer enquanto isso? Duas coisas.

A primeira é continuar a guardar e reinvestir parte de sua renda todos os meses. Seu investimento mensal deve ser um compromisso. Assim como o boleto de um financiamento, ela deve ser paga todo início de mês. E o que sobrar ao fim do mês deve ser investido também, claro.

A segunda é fazer rebalanceamento. Ou seja, fazer pequenos ajustes quando necessário. Pois é, se você tem uma estratégia de investimentos clara, só precisa mantê-la ajustada. A matemática dos investimentos é algo claro e não existe mágica.

Invista com a maturidade de investidores experientes

O cenário atual de juros está impulsionando investidores a buscar ativos variáveis, que possam entregar resultados melhores a longo prazo mesmo tendo uma volatilidade bem maior. Mas será que esses investidores entendem como funciona a renda variável?

O ponto mais importante é: ela varia. E o que diferencia investidores experientes de novatos é que os experientes não agem com emoção, agem com a razão - e isso permite que eles usem a variação a seu favor.

E isso não quer dizer que ficam analisando cada subida e descida de suas ações, mas que sabem ajustar a sua carteira e manter o foco em sua estratégia. Ter uma estratégia clara garante que você vai agir de forma racional e evitar os impulsos emocionais. Vamos a um exemplo simples de como isso funciona na prática!

Se sua estratégia é de 70% em ativos conservadores e 30% em ativos de renda variável, se a renda variável cai em valor e passa a corresponder a 25% da carteira - é hora de comprar e voltar ao balanceamento 70/30.

E se os ativos de renda variável passam a valer mais? Isso também vai desestabilizar essa estratégia. Digamos que isso faça com que os ativos de renda variável correspondam a 40% da sua carteira, o que você faz? É só ajustar. Venda um pouco da renda variável e compre ativos conservadores até reequilibrar e voltar aos 70/30.

Acima de tudo: não se deixe levar pela onda dos outros

Você já ouviu falar na “síndrome do ficar de fora”? Muitos investidores estão sendo empurrados pela onda de informações para aplicar em variável. Isso está acontecendo: as pessoas entram na aplicação porque um amigo falou que viu na internet que alguém ganhou dinheiro assim.

E aí é perda na certa: a falta de conhecimento faz os novatos entrarem nesses ativos na alta. Adivinha quem sai perdendo? Pois é.

Ao perceber a queda seguinte, se desesperam e não possuem uma estratégia que os ajudem a aguentar o mercado retornar. E se tem algo que o investidor brasileiro não pode reclamar nesses últimos anos na bolsa, é falta de emoção.

Para se tornar um bom investidor é fundamental que você aprenda a lidar com seus sentimentos - e deixe eles longe das suas decisões. Quando o assunto é o seu futuro e da sua família, não tem decisão melhor que não arriscar demais, ter uma estratégia definida e manter o foco nela.