Jorginho Mello tem 66 anos e é natural de Ibicaré, no Meio Oeste de Santa Catarina. É advogado e foi funcionário do Banco do Estado, o Besc. Já foi vereador, em Herval D´Oeste, deputado estadual, deputado federal e atualmente é senador em primeiro mandato, eleito em 2018. Foi considerado o melhor senador do Brasil por ser ficha limpa e pela qualidade do trabalho legislativo. Teve 16 leis aprovadas e sancionadas, a maioria focadas no amparo aos micros e pequenos empreendedores.

Uma das principais foi o Pronampe, o maior programa de crédito da história do país. O programa emprestou mais de R$ 62 bilhões para pequenos negócios em todo Brasil e R$ 5 bilhões em Santa Catarina, salvando 750 mil empregos de catarinenses.

Também criou o Relp, que oferece a renegociação de impostos e a Empresa Simples de Crédito, que permite à pessoa física abrir empresa de crédito e emprestar dinheiro com juros menores para os empreendedores, usando recursos próprios. Destinou mais de R$ 150 milhões em emendas para saúde e mais de R$ 100 milhões em infraestrutura para os municípios catarinenses.

“Santa Catarina é o último Estado que entra numa crise e o primeiro que sai, porque seu povo é trabalhador, empreendedor e tem muita coragem", destaca o candidato.

Confira a entrevista:

Como vai ajudar a diminuir o custo das famílias catarinenses?

Vim de uma família humilde. Trabalho desde os 12 anos vendendo sonho, paçoquinha e pé de granfino. E sei o que é sofrer para pagar as contas. Soltava cheque pré-datado para pagar a faculdade de Direito. Nosso plano é, primeiro, qualificar o jovem no ensino técnico para que comece a ganhar dinheiro desde cedo e ajude a sua família. E vamos promover programas como o Pronampe de Santa Catarina para ajudar o micro e pequeno empreendedor a gerar mais renda e emprego.

Como classifica o atual momento brasileiro, quais os maiores desafios?

Assim como o resto do mundo, o Brasil sentiu os efeitos da pandemia e da guerra. Mas está em plena recuperação econômica. O presidente Bolsonaro tem feito a sua parte. Reduziu inúmeros impostos, como o ICMS, baixando o valor da gasolina, por exemplo. A geração de emprego também está em alta. Bolsonaro também viabilizou o Auxílio Brasil, beneficiando milhões de famílias carentes. Estamos enfrentando o desafio da economia, mas também há o desafio de valores, que precisamos continuar enfrentando.

Como percebe a situação global, com recessão mundial e crise climática? Qual agenda faz sentido numa situação dessas?

É um cenário desafiador e, que, claro, nos preocupa. Mas costumo dizer que Santa Catarina é o último Estado que entra numa crise e o primeiro que sai. Isso porque nosso povo é trabalhador, empreendedor e tem muita coragem. O micro e pequeno empreendedor, por exemplo, representam 98% da economia catarinense. São esses empreendedores que levam a economia nas costas. Precisamos valorizar quem gera emprego e renda. Isso que eu tenho feito com o Pronampe, a maior ajuda financeira da história que só em SC emprestou mais de R$ 5 bilhões para 74 mil empresas e salvou 750 mil empregos.

Qual será sua prioridade e estilo de gestão se eleito?

Não é porque quero ser governador. Mas sim pra quê. Quero ser governador para resolver o que há anos já devia ter sido resolvido no nosso Estado. Não combina com SC ver mais de 140 mil pessoas na fila de espera por alguma cirurgia e ver criança morrendo na porta de hospital. É por isso que o atual governador foi considerado o segundo pior do país. Não gosta de gente. Quero governar o nosso Estado para que os jovens tenham ensino técnico e profissionalizante de verdade. É preciso que a energia trifásica chegue com qualidade em todo o campo para que o empresário não tenha que jogar a sua produção fora quando falta luz. Não podemos deixar as nossas estradas esburacadas contribuírem para o aumento no número de mortes. Santa Catarina tem o menor efetivo policial do país. Um policial para cada 704 habitantes. É vergonhoso também que 74% da população não tenha esgotamento sanitário.

Como ou com quem vai compor sua equipe de governo?

Com responsabilidade, transparência e compromisso. Teremos a melhor equipe de governo de todos os tempos com os melhores em cada área. Vamos consultar os segmentos antes de nomear nosso time para que o titular entenda realmente as dores de cada setor e saiba como enfrentá-las. Vamos oferecer também as condições necessárias para que as mulheres ocupem espaços de poder e decisão, principalmente junto à gestão do governo estadual, onde promoveremos a participação igualitária, plural e multirracial das mulheres. Já assumimos o compromisso de estabelecer a paridade entre homens e mulheres nos cargos comissionados do governo do Estado. Muito me honra ter como vice uma mulher, a delegada Marilisa, uma mulher valente e que orgulha Joinville.

O que espera das eleições 2022?

Minha expectativa é a melhor possível. Nunca se falou tanto de política. A população tem como opção um ex-presidiário, condenado pelo maior esquema de corrupção da história do Brasil, e o presidente Bolsonaro, um patriota. Um homem honesto, sério, que defende os valores da família e liberdade. Espero que Santa Catarina eleja Bolsonaro com uma votação superior ao dos 76% da eleição passada. Ele acabou com aquela ratatuia de Brasília. Os eleitores saberão escolher o melhor caminho. Aliás, está fácil escolher. É só teclar 22.

 

Foto: Divulgação/Pelo Estado

O que faz com R$ 200 no bolso e um dia livre

Saio para me divertir com meus netos.

Desejo de consumo

Sou um homem de hábitos simples. Vivi a vida inteira para o trabalho e a família. Me acostumei, desde sempre, com a simplicidade. Preciso de pouco pra viver.

Última compra que fez

Uma camisa social para o trabalho.

Último livro que leu ou está lendo

Costumo ler de tudo. Mas recentemente tenho lido a Bíblia.

Música ou estilo de música preferido

Sertanejo raiz, vanerão.

Hobby

Passear e estar com a família, filhos e netos.

Esporte ou atividade física habitual

Tiro.

Religião

Cristão.

Maior emoção na vida

Nascimento dos meus filhos.

Sabedoria na prática (ditado ou conselho que sempre usa)

Sempre digo que o “último paletó não tem bolso”. Isso eu aprendi com meu pai. Não adianta ter dinheiro ou poder se você não fizer o bem para as pessoas.

Dinheiro pra quê?

Não preciso de muito pra viver. Mas o dinheiro é importante para o conforto das famílias. Por isso tenho me dedicado a gerar mais emprego e renda para as famílias.

 

SCEleições2022 - COBERTURA INTEGRADA DOS DIÁRIOS E PORTAIS DO INTERIOR

Produção e redação: ADI/SC jornalista Adriana Baldissarelli (MTb 6153) com colaboração de Cláudia Carpes. Contato peloestado@gmail.com