Na quarta-feira (1º), o governo do estado liberou as atividades de construção civil privadas nos mesmos moldes das públicas já liberadas anteriormente, bem como dos profissionais liberais e autônomos.

Segundo o Presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção da Fiesc, Paulo Obenaus, a entidade teve um papel fundamental na defesa da abertura desta atividade, sendo responsável pelo documento que serviu de base para a liberação.

"O setor emprega mais de 100 mil trabalhadores diretos, mais toda a cadeia de mão de obra indireta, que poderia trazer um enorme problema social para as famílias catarinenses, caso se prolongasse este isolamento", nota o empresário.

Paralelamente às atividades de construção civil toda a cadeia de insumos foi contemplada, necessária para a operação dos trabalhos, como as lojas de materiais, e as empresas que fornecem produtos como, mármores, areia, brita, tijolos, portas entre outros.

Nesta mesma portaria, autorizou as atividades de corretores de imóveis, desde que o atendimento seja agendado e individual, e as portas das imobiliárias permaneçam fechadas.

Para que o setor volte a trabalhar com segurança, o Sesi de Santa Catarina elaborou um protocolo a ser seguido pelas empresas nos canteiros de obras, atendendo todos os requisitos estabelecidos pelo governo do estado.

"Reiteramos aos empresários do nosso setor o cuidado no atendimento para manter a saúde do trabalhador, está nas suas mãos a gestão destes protocolos de segurança, e devam assumir o ônus os que não praticarem os cuidados necessários", comenta Obenaus.

Segundo Obenaus, o setor mostrava um grau de otimismo forte antes da pandemia.

"Estávamos com boas perspectivas de crescimento para este ano, depois de ter amargado cinco anos de crise, mas tenho certeza que este momento que vamos passar é curto e com muita inteligência poderemos sair muito mais fortalecidos, pois é nas adversidades que estão as maiores oportunidades", diz.

Isenções

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) ampliou a lista de produtos necessários ao combate do novo coronavírus com redução temporária para zero da alíquota do Imposto de Importação.

A resolução nº 28 foi publicada na edição desta sexta-feira (3) do Diário Oficial da União.

A redução do imposto se aplica para produtos como tecidos para fabricação de máscaras; suporte para circuitos respiratórios; válvulas de ventiladores pulmonares; baterias; cartão de memória, entre outros dispositivos.

Governo antecipa saques

O governo antecipou em um mês o prazo final de saque do abono salarial 2019/2020. Inicialmente, esse prazo era 30 de junho e agora passa a ser 29 de maio deste ano.

Resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), publicada no Diário Oficial da União de hoje (3), define a nova data e estabelece o calendário 2020/2021.

Startup desenvolve máscaras

Com o crescimento do número de infectados no Brasil, empresas estão se mobilizando para deter a doença ao disponibilizar produtos, serviços e até tecnologia a favor da população.

A Molde.me, em parceria com a UEL (Universidade Estadual de Londrina), respondeu à crise desenvolvendo um projeto de máscara descartável fabricada com tecido SMS.

Segundo a startup, o material é 99% bactericida e serve para embalar itens cirúrgicos, impedindo que se contaminem.

Os hospitais não utilizam o artigo, mas, o SMS pode ser usado para fabricar máscaras descartáveis com a mesma eficiência de uma máscara descartável comum.

 

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