O ano de 2019 tem seguido até o fim de janeiro um padrão similar ao de 2018: abriu com forte otimismo na economia, mas a cada nova avaliação do Boletim Focus, feito por instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC), revela projeções cada vez mais tímidas.

Na edição desta segunda (28), as instituições reduziram a projeção para o crescimento da economia, neste ano e em 2020. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 2,53% para 2,50%, em 2019.

Para o próximo ano, a expectativa caiu de 2,60% para 2,50%. Em 2021 e 2022, a projeção segue em 2,50%. Essas são as previsões de instituições financeiras consultadas pelo BC todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos. No ano passado, a projeção abriu o ano em 3% - e o fechou em 1,43%.

A parte relativamente boa da projeção divulgada pelo BC é que a estimativa de inflação caiu:  calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 4% este ano.

Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação (4,25%), com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, este ano.

A manutenção e  aceleração do crescimento econômico promete ser um desafio para o governo federal este ano - após encolher 7,2%, a economia brasileira cresceu apenas 2,4% nos últimos dois anos, segundo estimativas de instituições financeiras - a medida oficial é o PIB, que deve ser divulgado em março. Em 2017, o crescimento do PIB foi de apenas 1%.

Contas externas

As contas externas brasileiras apresentaram resultado negativo em 2018. O déficit em transações correntes, que são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações, chegou a US$ 14,511 bilhões, segundo dados divulgados hoje (28) pelo Banco Central (BC).

O déficit do ano passado é pouco mais que o dobro registrado em 2017, quando ficou em US$ 7,235 bilhões.

O superávit comercial (exportações maiores que importações de mercadorias) contribuiu com US$ 53,587 bilhões para reduzir o déficit das contas externas.

Por outro lado, a conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) registrou saldo negativo de US$ 33,952 bilhões, e a renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários), déficit de US$ 36,668 bilhões.

Calamidade fiscal

A situação fiscal dos estados vai influenciar o trabalho dos seus representantes no Congresso Nacional, que tomam posse na próxima sexta-feira, dia 1º de fevereiro, às 10h.

Conforme dados do Banco Central, Tesouro Nacional e Instituto Fiscal Independente (IFI), é generalizado o quadro de dificuldades de receita e de despesa das unidades da Federação.

Até o momento, sete unidades da federação decretaram estado de calamidade. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro (pela segunda vez) fizeram no final do ano passado. Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso e Goiás neste ano.

Embora esteja deficitário, o estado de Santa Catarina não se encontra em estado de calamidade.

 

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