O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, reuniu-se com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, na noite desta quinta-feira, dia (27) em Balneário Camboriú.

No encontro, Aguiar apresentou uma agenda de demandas do Estado, que envolve temas como a preocupação com a aplicação do Código Florestal em áreas urbanas consolidadas e a ampliação dos investimentos em infraestrutura de transportes e em saneamento.

“Colocamos as preocupações ao ministro e pedimos para que ele leve as questões às áreas competentes do governo”, destacou.

O encontro foi importante porque reforçamos ao ministro a defesa por mais investimentos do governo federal em Santa Catarina. Mesmo sendo um Estado com desempenho acima da média brasileira em diversos indicadores, carece de investimentos e tem deficiências estruturais que comprometem a competitividade”, afirma Aguiar.

Em relação ao saneamento básico, ele destaca que Santa Catarina tem um dos piores índices do país em coleta e tratamento e avalia que o ministério pode ampliar o aporte de recursos aos municípios.

Aguiar também solicitou a Marinho que o governo apresente uma solução para o fornecimento de aço que vem registrando sucessivas altas, prejudicando diversos setores, entre os quais o da construção civil. “Sugerimos uma redução temporária do imposto de importação do insumo, até que haja a regularização dos volumes disponíveis e dos preços”, disse.

Aguiar destacou ainda a grande contribuição do ministro para o desenvolvimento do Brasil. Ele teve relevante atuação nas reformas trabalhista e previdenciária, por exemplo.

Mais cedo no mesmo dia, Aguiar disse em evento promovido pela Fiesc que é essencial para o País uma aprovação célere da reforma tributária e que ela não eleve a carga tributária, lembrando que, no cenário atual, não sobra dinheiro para os investimentos em áreas como saneamento e infraestrutura.

“Precisamos de um ambiente favorável, que será construído pelas reformas que defendemos. Entendemos que é necessária a reforma tributária e que ela não eleve a carga tributária. A simplificação da legislação já dará competitividade para a indústria, mas queremos mais, queremos a redução da carga tributária. Em paralelo, defendemos a aprovação da reforma administrativa. O estado brasileiro é inchado, oneroso e não atende as necessidades da população”, declarou.

Desburocratização

A Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), está buscando a desburocratização e simplificação dos procedimentos para a abertura de novas empresas no município, mas sem deixar de lado o compromisso com a proteção do meio ambiente.

A partir desta semana, a Fujama passou a facultar o Cadastramento Ambiental das atividades constantes na Resolução 99/2017 do Conselho Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina (CONSEMA), para a obtenção de alvarás de funcionamento.

Emprego

Santa Catarina mantém índices acima da média nacional em relação ao emprego. No primeiro trimestre deste ano, o Estado registrou a menor taxa de desocupação do país (6,2%), menos que a metade da brasileira (14,7%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 27, na Pnad Contínua trimestral, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Esse resultado é mais um indicador que demonstra a força da economia catarinense e aponta que estamos no caminho certo. Nosso trabalho é garantir segurança para atrair investimentos e permitir que o setor produtivo se desenvolva e gere oportunidades e crescimento. Vamos seguir atuando para fomentar esse cenário a garantir a competitividade das empresas do nosso Estado”, destacou o governador Carlos Moisés.

Atividade econômica

A atividade econômica no primeiro trimestre de 2021 surpreendeu “favoravelmente”, com crescimento em quatro das cinco regiões do país, disse na quinta-feira (27) o Banco Central (BC). Apenas a Região Norte apresentou recuo na economia no período.

A análise consta do Boletim Regional, publicado trimestralmente, e que traz a evolução, por região, de indicadores que repercutem as decisões de política monetária, como produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior, entre outros.

A região Sul apresentou a maior expansão da atividade econômica dentre as regiões do país no primeiro trimestre. A região cresceu 2%, beneficiada pelo agronegócio. Esse crescimento favorece, indiretamente, os investimentos, em especial, em máquinas e equipamentos.