2020 trouxe crescimento para 64 mil dos microempresários que abriram seus negócios em 2019, segundo um estudo da Serasa Experian.

O estudo, realizado levando em conta 700 mil empresas abertas em 2019, mostrou que o crescimento foi de 9,1%, impulsionado principalmente pelo comércio – 10,8% desses tiveram ganhos acima do estipulado pela lei e mudaram de categoria. Em estudo semelhante, realizado em 2017, apenas 2,7% dos MEIs haviam trocado de natureza jurídica.

A pesquisa também considerou dados regionais, que mostram a região Centro-oeste como a mais próspera para os microempreendedores individuais. Ali, 10,6% dos que atuavam nesta categoria conseguiram mudar ao longo de 2020.

Norte e Sul aparecem na sequência, ambas com 10,2%, seguidas por Nordeste (9,1%) e Sudeste (8,4%) Santa Catarina foi o terceiro estado do país a ter mais crescimento, com 11,6% dos empresários subindo de categoria, ficando atrás de Rondônia (12,7%) e o Distrito Federal (12,3%).

O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, comenta que o comércio conseguiu se reinventar graças às vendas online, algo mais complexo para indústria ou setor primário. “As redes sociais, sites de markeplace e outros canais permitiram que esses microempreendedores achassem alternativas para continuar trabalhando.

O público a ser atingido também aumentou, já que muitos brasileiros precisaram fazem as compras pela internet”, comenta. Apesar dos desafios do período de distanciamento social, outras pesquisas que questionaram os empreendedores sobre o período mostram que eles enxergaram oportunidades no período e que utilizaram mais as redes sociais para continuar vendendo.

Mesmo com as melhorias e ganhos no faturamento, os microempreendedores que cresceram ainda enfrentam um problema antigo: a inadimplência.

Dados do levantamento apontam que aqueles que mudaram de categoria ficaram com mais dívidas negativadas do que aqueles que se mantiveram dentro das exigências da natureza jurídica – 20,2% contra 16,8%, respectivamente. Os dados mais recentes mostram que 5,9 milhões de empresas estão com contas atrasadas no País, sendo que as micro e pequenas representam 92,4% do total.

Produção em queda

A produção industrial brasileira caiu 1,3% na passagem de março para abril. Foi a terceira queda seguida do setor, que acumula perda de 4,4% nesses três meses. O dado, da Pesquisa Industrial Mensal, foi divulgado na quarta-feira (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do recuo de março para abril, a indústria registrou um crescimento de 34,7% na comparação com abril de 2020. Essa foi a maior alta neste tipo de comparação desde o início da série histórica, em 2002.

Perda na aprendizagem pode ter peso trilionário

O Insper e o Instituto Unibanco acabam de lançar o estudo "Perda de aprendizagem na pandemia". A publicação reúne evidências nacionais e internacionais para estimar o impacto da suspensão das aulas presenciais no desenvolvimento dos estudantes que irão se formar no Ensino Médio em 2021.

Liderado pelo economista e professor do Insper, Ricardo Paes de Barros, o material aponta que os jovens que iniciaram o atual ano letivo têm uma proficiência em Língua Portuguesa e Matemática de 9 a 10 pontos (na escala Saeb - Sistema de Avaliação da Educação Básica) abaixo do que iriam alcançar caso não houvesse a necessidade de transitar do ensino presencial para o remoto devido à pandemia.

O estudo calcula que a perda de aprendizagem entre os estudantes concluintes do Ensino Médio reduzirá entre R$ 20 mil e R$ 40 mil a renda desses jovens. Extrapolando esses valores para o conjunto dos estudantes no Ensino Fundamental e Médio, a perda de renda futura esperada desses jovens já alcança R$ 700 bilhões, podendo chegar a R$ 1,5 trilhão caso nada de novo seja feito.

Pedágio proporcional

O presidente Jair Bolsonaro sancionou lei que estabelece condições para a implementação da cobrança pelo uso de rodovias por meio de sistemas de livre passagem, o chamado free flow, sem cancelas e no qual o usuário paga somente pelo trecho percorrido. Oriunda do PL 886/2021, a Lei 14.157 está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (2). As informações são da Agência Senado.

A matéria foi aprovada pelo Senado em março e recebeu aval da Câmara dos Deputados no dia 6 de maio.