As instituições financeiras estão mais preocupadas com o cenário político, devido às eleições deste ano, e com os riscos fiscais. É o que mostra pesquisa realizada trimestralmente e divulgada nesta terça-feira (17) no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central (BC). Não é sem motivo: temos um alto percentual de endividamento (25,2% dos consumidores estão com dívidas em atraso), um desemprego ainda elevado (12,6%), uma dívida pública em crescimento, e uma recuperação lenta da economia. Todos fatores que podem se agravar tanto com um ano eleitoral quanto com as dificuldades do Governo Federal em por suas contas em dia. Nem tudo é negativo no relatório: a frequência de citação de fatores relacionados com “inadimplência e recessão” continua apresentando forte redução. Depois de ter caído de 90% em maio de 2017 para 72% em agosto de 2017, a frequência de citação desse risco atingiu 56% em fevereiro de 2018. As preocupações maiores das instituições financeiras estão relacionados ao poder público - especificamente, aos riscos políticos (64% das instituições) e os riscos fiscais (56%). Também aumentou a preocupação com fatores de risco relacionados ao ambiente externo:  51% das instituições citaram preocupações quanto a elementos do mercado internacional.  Esse cenário envolve aumento da incerteza, fuga de capitais, alta do dólar e redução da nota de crédito dada por agências de classificação de risco. Apesar destas preocupações, a maioria dos bancos consultados pela pesquisa alegam que 2017 foi um ano altamente rentável - em parte devido a queda do fator de risco do crédito familiar - apontando que, enquanto os elementos políticos da composição de risco estão instáveis, o cenário do consumidor 'comum' se encontra favorável aos bancos.

Aciag promove capacitação em Marketing Digital

Para atender a necessidade de presença online das empresas, a Associação Empresarial de Guaramirim (ACIAG), promove nos dias 18, 19 e 20 de abril, a capacitação “Gestão de Marketing Digital nas redes sociais”, com a publicitária Suelen Cristina da Silva Correa. Nos três dias de curso, os participantes terão uma noção sobre o planejamento de conteúdo, relacionamento com clientes, métricas, entre outros, visando melhores resultados nas redes sociais. As inscrições podem ser feitas através do telefone da ACIAG (47) 3373-7510 ou pelo e-mail convenios@aciag.com.br. O investimento é de R$ 360.

Mais de 2,4 milhões de empresas deixaram de depositar FGTS

Mais de 2,4 milhões de empresas deixaram de depositar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em todo o país, com base nos dados do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) e no recolhimento do Fundo. No primeiro trimestre deste ano, foi recolhido um total de R$ 1,08 bilhão em depósitos no FGTS. No mesmo período do ano passado, o total havia sido de R$ 860 milhões.

Governo ainda avalia reajuste do Bolsa Família

O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse nesta segunda-feira (16) que o governo ainda está avaliando o reajuste do Bolsa Família neste ano. Colnago falou sobre o assunto após anúncio de revisão de benefícios sociais. Há menos de uma semana, o novo ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, havia afirmado que o reajuste do programa ainda não estava definido, mas que poderia ser anunciado este mês ou em maio.

Quatro bancos concentram mais de três quartos do mercado

Mencionando o relatório do Banco Central, os quatro maiores bancos do país – Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – concentraram 78,51% do mercado de crédito em 2017. Essas instituições também foram responsáveis por 76,35% dos depósitos dos correntistas.

Eletrobras também está na mira da Lava Jato

Muito se fala em desvios em obras da Petrobras, mas mais uma estatal está envolvida na Lava Jato: A Eletrobras. Pelo desvio de R$ 48 milhões na construção da usina nuclear Angra 3, no Rio, o almirante Othon Luiz Pinheiro, ex-presidente da subsidiária Eletronuclear, foi condenado em 2015 a 43 anos de prisão, a segunda mais longínqua pena por corrupção, menor apenas do que a do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral. No final do mês passado, a estatal foi citada por suspeitas de desvios na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Ela também é alvo de duas ações coletivas movidas por detentores de ações, nos EUA.

Brasil não tem 'respaldo eleitoral' para os EUA

O governo de Donald Trump tem dificultado a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O governo brasileiro tem buscado há seis meses como acelerar seu processo de entrada no organismo internacional, em uma série de encontros com a cúpula da OCDE - Mas, ainda que a secretaria da entidade seja favorável à chegada do Brasil, o voto americano tem impedido que o processo ganhe força: no final de março, na reunião da OCDE, Washington comunicou à Brasília que favorecia a entrada da Argentina no órgão, pois as reformas no país vizinho teriam 'respaldo eleitoral' - ao contrário da situação brasileira.