Os mercados acionários internacionais tiveram mais uma semana tumultuada com novos disparos na "guerra comercial" entre EUA e China. Na noite de terça-feira, o presidente americano Donald Trump anunciou uma nova leva de barreiras comerciais contra o país asiático, com tarifas de 25% que devem afetar cerca de 1.300 produtos em áreas de saúde, tecnologia e transporte. Pouco depois, a China "respondeu na mesma moeda", anunciando planos de impor tarifas de idênticos 25% em produtos dos EUA, incluindo a soja, carros, aviões e produtos químicos. A estimativa é que as restrições de importação entre os dois países girem em torno de US$ 100 bilhões. Embora ambos os países neguem a idéia de uma "guerra comercial", as bolsas de valores dos EUA operavam com queda de 1% na manhã de quarta-feira, em resposta à tensão entre os dois mercados. Já as bolsas chinesas operavam na terça-feira com queda de 0,8%, no segundo dia consecutivo de queda. No Brasil, a situação era de cautela com o julgamento do pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula - mas antes do início do julgamento, às 14h, a Bovespa operava com tendência de queda, particularmente no setor siderúrgico - mais pressionado pela tensão entre as duas potencias. As barreiras tarifárias dos dois países estão em espera por 60 dias antes de entrarem em vigor - período para discussão no congresso e conversas diplomáticas entre os dois países, o que tem diminuído a preocupação dos investidores. A reação da China, mais agressiva do que o esperado pela política externa americana, dificultou os esforços do presidente republicano para defender a medida, segundo analistas consultados pela Bloomberg. O consenso geral entre os especialistas consultados pela revista é de que o mercado americano, após 30 anos operando sem barreiras comerciais, não está preparado para operar de forma "fechada".

Empresa acelerada em Jaraguá firma parceria com a Credisol

Uma das empresas aceleradas na aceleradora Spin, de Jaraguá do Sul, está crescendo: a fintech BOM firmou esta semana uma parceria com a Credisol, de Criciúma, com previsão de R$ 70 milhões em investimentos - R$ 20 milhões deles para projetos no interior do Rio Grande do Sul e R$ 50 milhões para programas de microcrédito em empreendimentos catarinenses e paranaenses, expandindo a área de atuação das duas empresas. Além disso, a parceria deve colaborar para aumentar os negócios da Credisol, transformando-a na maior Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) do Sul do Brasil. SANTA CATARINA Startup joinvillense atrai R$ 100 milhões em investimentos Outra startup catarinense tem crescido: A Contaazul, startup joinvillense, iniciou uma rodada de investimentos na ordem de R$ 100 milhões esta semana. A rodada de investimentos foi anunciada pela empresa nesta terça-feira, e está sendo liderada pela americana Tiger Global. A empresa oferece uma plataforma em nuvem que facilita a organização e o controle das pequenas empresas, e pretende dobrar de tamanho em 2018.

PANORAMA NACIONAL

Banco Central autoriza fintech como corretora O Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizaram nesta semana a Toro Investimentos, fintech de Minas Gerais, a operar como corretora de valores. Com a autorização, a Toro Investimentos torna-se uma das únicas empresas independentes do país (não ligada a um banco) a abrir uma corretora do zero nos últimos 20 anos e a primeira fintech operando neste setor.  A empresa também recebeu um aporte de R$ 46 milhões por cerca de 25% de suas ações. Um dos responsáveis pelo investimento é Eugênio Mattar, atual CEO da Localiza. Cresce a intenção de consumo O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), registrou alta de 0,9% no mês de março em relação a fevereiro e chegou aos 95,1 pontos. Essa foi a nona variação positiva consecutiva e a maior pontuação desde abril de 2015, segundo a entidade. Na comparação anual, o crescimento foi de 20,8%. Esse é o 19° mês seguido de crescimento nessa base comparativa. Embora o dado seja de São Paulo, é viável supor que a situação seja similar em Santa Catarina. O resultado ainda indica insatisfação com as condições de consumo. E sobe o endividamento das famílias O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso aumentou em março pela primeira vez no ano, atingindo 25,2%, uma alta de 0,3 ponto percentual. A constatação é da Pesquisa de Envidamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O cartão de crédito é o principal compromisso financeiro para 76,4% das famílias endividadas. O percentual das famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, ou seja, que permaneceriam inadimplentes, passou de 9,7% em fevereiro para 10% em março, apresentando queda em relação aos 10,4% de março de 2017.