Muito se fala em como a inovação é importante para o mercado e como novas tecnologias podem representar um fator disruptivo para setores já consolidados - mas poucos segmentos do mercado demonstram isso tão bem quanto o 'estrago' causado pelo e-commerce nas tradicionais lojas de departamentos nos EUA. Nos últimos 12 anos, as tradicionais redes de "department stores", com a exceção do Walmart, seguiram um padrão de desvalorização acionária, fechamento de lojas e prejuízos. A Sears e a JC Penny chegaram a perder mais de 90% do seu valor acionário em 12 anos. Em contrapartida, a outrora livraria online e hoje "loja de tudo quanto é coisa" Amazon cresceu espantosos 4050%. O motivo, extremamente claro segundo publicações especializadas, é que os antigos consumidores das lojas de departamento optaram pela facilidade e a praticidade do comércio online - sem filas, sem risco de não achar o produto na loja mais próxima, sem espera.  De presenças tradicionais na cena urbana americana, as lojas de departamentos viraram relíquias de uma era passada, forçadas a mudar para se adequar à nova realidade. No Brasil, devido à diversos obstáculos para o comércio eletrônico - entre os quais, os serviços postais precários, um certo grau de desconfiança do consumidor quanto à segurança na web e o acesso ainda não universalizado à internet - o segmento demonstra crescimento acelerado, com 15% de crescimento previsto para este ano, com projeção de movimentação de financeira de R$ 69 bilhões. A própria Amazon estuda expandir suas operações no Brasil para além dos livros. Ao mesmo tempo, em vários sentidos o Brasil segue uma tendência contrária a americana: lojas de departamentos e 'mega stores' ainda fazem sucesso no país, e enquanto os EUA fecham 'malls' por falta de clientes, os nossos shoppings se convertem em centros multi-uso. Independente deste fator, no entanto, o e-commerce veio para ficar - e deixou claro que tradição e tamanho não garantem a sobrevivência quando a realidade muda. Workshop para o mundo digital Para lidar com os impactos do avanço da tecnologia, a interconectividade e o os desafios da inovação, a Católica de Santa Catarina promove nos dias 26 (em Joinville) e 27 (em Jaraguá do Sul) o workshop "Inovação a Caminho do Mundo 5.0". Será feito um comparativo entre três modelos de sistemas de automação implantados em países desenvolvidos:  Indústria 4.0 (Alemanha), Internet Industrial (Estados Unidos) e Sociedade 5.0 (Japão). A entrada é gratuita e a inscrição pode ser feita pelo site da católica. PANORAMA NACIONAL A área da saúde suplementar tem demonstrado crescimento, segundo o "Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar", boletim mensal do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar. O total de empregos formais no setor cresceu 2,2% no período de 12 meses encerrado em janeiro de 2018.O relatório aponta que o fluxo de emprego no setor é o maior em oito meses. Em janeiro de 2018, a saúde suplementar admitiu 84.126 pessoas e demitiu 73.490 no País, ou seja, um fluxo positivo de 10.636 contratações. Lucro do BNDES cai 3% O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 6,18 bilhões no ano passado. O resultado é 3% inferior ao registrado em 2016: R$ 6,39 bilhões.O desempenho foi influenciado principalmente pelas participações societárias, que cresceram 249,5% em 2017, o equivalente a R$ 8,56 bilhões. As perdas com investimentos caíram R$ 4,69 bilhões ou 88,2%. Também houve redução de R$ 2,45 bilhões (26,8%) da despesa com provisão para risco de crédito. Confirmada compra da XP pelo Itaú O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou nesta quarta-feira a compra da 49,9% do capital votante e 74,9% do capital social da XP Investimentos pelo grupo Itaú-Unibanco. Fechada em R$ 6,2 bilhões, a compra havia sido anunciada em julho do ano passado, e deve ser realizada em três etapas até sua conclusão em 2022. Após esse período, o acordo ainda prevê cláusulas de venda, pela XP, e de compra, pelo Itaú, do restante das ações. Se isso ocorrer, a nova operação também terá de passar pelo crivo do Cade. Importados voltam a subir Depois de três anos de queda, o consumo de produtos importados cresceu em 2017 no Brasil. De acordo com dados divulgados ontem no estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de cada 100 produtos vendidos no Brasil no ano passado, 17 eram importados.Em 2013, 18,2% dos produtos vendidos no mercado interno eram estrangeiros. Desde então, esse percentual caiu, chegando a 16,4% em 2016. Em 2017, subiu para 17%. INTERNACIONAL Sinal dos tempos... Outra demonstração da mudança nos padrões de consumo - e da infância: após 70 anos, a Toys'R'Us, que já foi a maior rede de lojas de brinquedos no mundo, confirmou o fechamento de todas as suas 735 lojas nos EUA e suas filiais ao redor do globo. Com a redução no consumo de brinquedos por parte do público infantil e o crescimento do e-commerce, que tem levado ao encolhimento das lojas de departamento nos EUA, a rede entrou em um processo de retração que culminou nela entrando em processo de falência em setembro passado. Por projeções da rede, cerca de 200 das 735 lojas nos EUA podem ser salvas caso encontrem um comprador.