A calmaria e a bonança econômica que seguiu a rejeição do pedido de Habeas Corpus do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva não durou: os avanços que seguiram o julgamento do recurso no Supremo Tribunal Federal, na última quarta-feira, foram seguidos por instabilidade e recessão ao longo do fim de semana, em meio aos protestos, discursos e incertezas que marcaram a prisão do ex-presidente, que se entregou na noite de sábado. Na quinta-feira, o dólar havia voltado a ficar abaixo da casa dos R$ 3,30, enquanto a Bovespa operava com alta de 2%. O clima geral do mercado era de otimismo - mas isso durou pouco: na sexta-feira, a bovespa fechou abaixo da pontuação que marcava no dia do julgamento do recurso, encerrando o dia em 84.094 pontos. Na segunda, abrindo a 84.832 pontos, o índice operava com queda, tendendo a retornar a casa dos 84 mil. Por sua vez, o dólar marcava R$ 3,40 na manhã desta segunda-feira, no maior patamar em 10 meses, apesar da volta do Banco Central ao mercado cambial. Além dos fatores internos relacionados à prisão de Lula, o mercado cambial se vê afetado pelas disputas comerciais entre EUA e China. Parte desta instabilidade vem com o temor de que, mesmo preso, o ex-presidente venha a influenciar nas eleições - ou que sua prisão acabe aumentando sua influência no processo eleitoral. Anos eleitorais já são por sua natureza marcados por incertezas e instabilidade devido ao impacto que a mudança de gestão pode causar no mercado - mas a mobilização que tem acompanhado a prisão do petista veio a acentuar esta instabilidade. Estimar quanto deve durar este novo período de incerteza é difícil, tendo em vista ainda a existência de mais uma ação sobre a prisão do petista a ser julgada no STF. Atividades mobilizadas por entidades empresariais estimulam pais e escolas na formação de filhos Pais e filhos de todas as regiões de Santa Catarina participaram neste sábado (7) do Dia da Família na Escola. A data foi celebrada nas escolas municipais e estaduais, além da rede escolar da FIESC (SESI e SENAI), FECOMÉRCIO (SESC e SENAC), FAESC (SENAR) e FETRANCESC (SEST e SENAT). O vice-presidente da FIESC no Vale do Itapocu, Célio Bayer, falou sobre o compromisso que as entidades ligadas ao Movimento Santa Catarina pela Educação com a busca de melhores condições de ensino no Estado, mas destacou o papel que a família desempenha na construção do projeto de vida pelos estudantes, lembrando a transformação do mundo do trabalho. Panorama Nacional Exportação de frutas sobe  14,4% Nos dois primeiros meses do ano, produtores brasileiros exportaram 124,3 mil toneladas de frutas frescas e processadas para diversos países, um aumento de 14,4% no volume exportado em relação ao mesmo período de 2017. Quando se observa o valor arrecadado com as vendas, de US$ 98,1 milhões, o crescimento foi ainda maior, cerca de 18,3% em apenas um ano. O destaque vai para a laranja, que teve um espantoso crescimento de 96.380% - de 4 mil toneladas no ano passado, as exportações do fruto passaram para 3,8 milhões de toneladas nos dois primeiros meses do ano. Juros de Crédito devem seguir em queda Os juros do crédito devem continuar caindo, mesmo após a interrupção do ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, previsto para junho. Isso será possível com a recuperação da economia e a maior competição no mercado de crédito, avaliou o diretor de Economia da Associação Brasileira de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.  A expectativa é que a Selic seja reduzida em 0,25 ponto percentual para 6,25% ao ano. O atual ciclo de cortes começou em outubro de 2016, quando estava em 14,25% ao ano. Projeção de inflação diminui 0,01% O mercado financeiro reduziu pela décima semana seguida a estimativa para a inflação este ano. Na segunda-feira, a projeção do mercado para Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi levemente reduzida de 3,54% para 3,53%, de acordo com o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos. IGP-DI fica quase quatro vezes maior do que em fevereiro Falando na inflação, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 0,56% em março deste ano, taxa superior à observada em fevereiro (0,15%). Em março do ano passado, o IGP-DI havia registrado deflação (queda de preços) de 0,38%. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumula taxas de inflação de 1,3% no ano e de 0,76% em 12 meses.