Os dois indicadores de mercado de trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentaram piora em junho, reforçando a percepção negativa da economia: o Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), que busca antecipar tendências do mercado de trabalho com base em entrevistas com consumidores e com empresários da indústria e dos serviços, caiu 5,6 pontos.

Com a queda, o indicador atingiu 95,5 pontos em uma escala de zero a 200, próximo ao patamar de janeiro de 2017, quando o indicador atingiu 95,6 pontos. Essa é a quarta queda consecutiva do Iaemp, que acumulou perda de 11,5 pontos no primeiro semestre.

Segundo a FGV, a queda do indicador mostra a perda de confiança em uma maior geração de emprego ao longo dos próximos meses. Isso seria devido a atividade econômica mais fraca, observada pelos indicadores do primeiro semestre, que se reflete em uma situação atual e futura mais difícil dos negócios. O crescimento está abaixo do previamente esperado e, com isso, a consequência deverá ser menor contratação.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego, calculado com base na opinião dos consumidores sobre o mercado de trabalho atual, piorou 0,6 ponto. Foi a segunda piora consecutiva. O indicador atingiu atingiu 97,1 pontos em uma escala de zero a 200, em que quanto maior a pontuação, pior é o desempenho do indicador.

Esse não foi o único indicador a apontar desconfiança quanto ao mercado de trabalho: segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice do Medo do Desemprego subiu para 67,9 pontos em junho e está entre os maiores da série histórica iniciada em 1996. Só em maio de 1999 e em junho de 2016, o indicador alcançou 67,9 pontos.

Este padrão negativo tem sido observado nas quedas de projeções do PIB e nas pioras da projeções de inflação e de cotação do dólar, indicando um cenário negativo para o ano - agravado pela incerteza inevitável com o cenário eleitoral, em meio a projetos econômicos incertos e instabilidades nacionais e internacionais, assim como incredulidade quanto a capacidade do governo federal de fechar suas contas em dia.

Todos esses fatores juntos deixam uma coisa clara: é de suma importância um plano econômico forte para garantir a recuperação do país - coisa que, apesar da agenda de reformas, a atual gestão demonstra não ter, e que os pré-candidatos parecem evitar o assunto, optando por declarações vagas, com medo de perderem esta ou aquela faixa do eleitorado, com a exceção única de Ciro Gomes (PDT). Do resto, frases de efeito ou esquivas: nada de propostas.

Fomento a inovação

A Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) realiza na quinta-feira (12), a etapa Jaraguá do Sul do Circuito Santa Catarina de Fomento à Inovação. O evento começa às 18h30, no Centro de Inovação recentemente inaugurado. O evento vai reunir empresários, empreendedores de vários segmentos, e contará com o lançamento de edital para indústrias interessadas em buscar recursos para investimentos na área. Iniciativa do Instituto Euvaldo Lodi, Sesi e Senai, por meio da vice-presidência da Fiesc no Vale do Itapocu, o evento é aberto a representantes de todos os segmentos produtivos. Informações e confirmações de presença pelo telefone (47) 3372-9454 e pelo e-mail iel.jaraguadosul@ielsc.org.br.

Ricardo Amorim marca os 40 anos da Aciag (FOTO)

Encerrando o ciclo de eventos de comemoração dos 40 anos da entidade, a Associação Empresarial de Guaramirim (Aciag) promoveu nesta segunda-feira (9) uma palestra do economista Ricardo Amorim, abordando as perspectivas econômicas para os próximos anos.

Considerado uma das 100 pessoas mais influentes do país, o economista foi escolhido pela associação para auxiliar no desenvolvimento de seus associados como empresas e como pessoas, trazendo uma visão ampla do cenário econômico nacional, segundo o presidente da Aciag, José Altair Weber.

Queda de 5,3%

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2018 com uma redução de 5,3% na comparação com a produção do ano passado.

Segundo estimativa de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), devem ser produzidos 227,9 milhões de toneladas de grãos no país este ano, 230 mil toneladas abaixo do estimado em maio.

Dos três principais cereais cultivados no país, só a soja deve ter aumento na safra, de 1,2%. O arroz - principal safra do norte catarinense - deve ter queda de 7,2%, enquanto a safra do milho deve ter queda de 15,9%.

Petrobras firma acordo com empresas francesas

A Petrobras e as empresas francesas Total e Total Eren assinaram na segunda-feira (9) memorando de entendimentos com o objetivo de analisar o desenvolvimento conjunto de negócios nos segmentos de energia solar e energia eólica onshore (em terra) no Brasil.

Segundo nota divulgada pela estatal brasileira, a assinatura foi consequência dos promissores resultados iniciais obtidos pela parceria estratégica assinada em fevereiro do ano passado entre as duas empresas.

Desde então, a Petrobras e a Total vêm investigando outras áreas potenciais de cooperação.

BNDES: Demanda deve cair com eleições

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) trabalha com a perspectiva de que haverá redução da demanda por recursos da instituição neste segundo semestre do ano em razão das eleições.

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