A Greve dos caminhoneiros, entrando em seu décimo dia apesar das concessões do governo federal, provocou tremores palpáveis no mercado financeiro brasileiro nesta segunda-feira, causando queda de mais de 4% no índice bovespa, que encerrou o dia em 75.361 pontos.

Na terça-feira, a bolsa operava com alta durante a manhã, ainda tímida após os 4% de queda, chegando a 1,33% por volta das 13h. A Petrobras encerrou a segunda-feira com queda de 14%. Desde o início da greve dos caminhoneiros, a estatal petroleira perdeu mais de R$ 126 bilhões de valor de mercado.

As perdas acumuladas pelo mercado brasileiro - em termos de faturamento perdido, e não de queda acionária - já ultrapassa os R$ 34 bilhões, olhando apenas para os grandes setores.

Quadro pode se agravar

Embora a greve tenha entrado em um processo de encerramento após os acordos do governo federal  para atender aos pedidos de parte da categoria - que devem custar aos cofres públicos um total de R$ 13,5 bilhões em subsídios, isenções de pedágios e cortes de impostos - ainda não há previsão de término.

O quadro de desabastecimento pode se agravar com a previsão de greve na Petrobras, começando nesta quarta-feira. Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, voltou atrás na proposta de aumento de impostos para compensar a despesa.

Em resposta ao quadro de instabilidade e de queda na bolsa, o dólar seguiu operando em alta, fechando a segunda-feira em R$ 3,71, mantendo a alta ao longo da manhã de terça-feira. Ainda não há uma estimativa de término real da paralisação - lideranças do setor manifestaram dificuldade em se comunicar com os grevistas e há indícios de que a greve outrora motivada pelo preço do diesel tomou outros ares com a atuação de outros movimentos.

Ainda falta combustível em pelo menos nove dos 54 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutra Aeroportuária (Infraero) no país. Em balanço atualizado à 1h05 desta terça-feira (29), a empresa informou que monitora o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais.

CDL  nega interrupção

A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Jaraguá do Sul reitera que o comércio local segue com o atendimento normal. Dessa forma, é inverídica a notícia, que tem circulado em redes sociais, de que há interrupção das atividades devido à paralisação dos caminhoneiros.

Redução conta com "patriotismo" dos postos

O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) afirmou nesta segunda-feira (28) que conta com o "patriotismo" dos donos de postos para que o subsídio do governo para redução do preço do diesel chegue efetivamente às bombas de combustível. Segundo ele, a fiscalização vai ficar por conta do Procon.

Procon alerta: aumento nos preços é ilegal

Quem foi às compras nos últimos dias, já deve ter percebido que as prateleiras estão mais vazias e até mesmo, uma variação nos preços. Segundo o Procon de Schroeder, a prática é considerada abusiva e ilegal. “Os fornecedores não podem aumentar os preços dos produtos só porque há poucas unidades em estoque”, explica a diretora do Procon, Nadiete Marcílio.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou nota em que alerta para a redução dos estoques devido aos protestos dos caminhoneiros. Segundo a entidade, os estoques de produtos não perecíveis, que tem duração média de 15 dias, já estão pela metade.

Cade estuda propostas para reduzir preços

Com a crise de abastecimento gerada pela greve dos caminhoneiros, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) divulgou um estudo com nove propostas para aumentar a concorrência no setor de combustíveis e por consequência, reduzir os preços ao consumidor final. As sugestões envolvem questões regulatórias (cinco medidas), estrutura tributária (duas medidas) e outras alterações institucionais de caráter geral (duas medidas).

Desemprego encerra abril em 12,9%

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,9% no trimestre encerrado em abril deste ano. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. Segundo o IBGE, no trimestre encerrado em janeiro, a taxa havia ficado em 12,2%. Em abril de 2017, ela foi de 13,6%.

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