A ministra-chefe da Secretaria de Governo Flávia Arruda, disse na noite de segunda-feira (24) que propostas de mudanças no Bolsa Família devem ser apresentadas nos próximos meses, com aumento de valor e de número de beneficiários. Flávia Arruda foi entrevistada no programa Sem Censura, da TV Brasil, e tratou também de temas como Covid-19, vacinação e das reformas administrativas e tributárias.

“Não é uma questão do texto da Câmara ou o texto do governo. Não existe uma disputa de protagonismo e sim uma coisa prática, necessária e urgente, que eu acho que é a ampliação não só do valor, mas também dos beneficiários. Com essa pandemia e com o auxílio emergencial, milhões de brasileiros que eram invisíveis passaram a ser vistos pelo governo e a gente sabe da necessidade que tem dessa ampliação da distribuição de renda”, disse a ministra-chefe, que acrescentou que a discussão sobre o Bolsa Família está em seu radar.

Flávia Arruda disse que já conversou sobre o assunto com o ministro da Economia Paulo Guedes, e reconhece que o País vive um momento de escassez de recursos para assuntos que não estejam ligados à pandemia.

“Milhares de famílias perderam o emprego, milhares de famílias passaram para a extrema pobreza, existe a possibilidade [de mudança no programa]. O cobertor é curto, mas dá para ajustar porque o presidente [Jair Bolsonaro] e o governo sabem da importância que é nesse momento da ampliação não só do valor quanto dos beneficiários”, disse.

Crédito da União

O saldo das garantias concedidas pela União em operações de crédito totalizou R$ 304,80 bilhões ao fim do 1º quadrimestre de 2021, sendo R$ 114,07 bilhões em operações de crédito internas e R$ 190,73 bilhões em operações de crédito externas.

Em comparação ao quadrimestre anterior, houve um aumento de 2,97% (R$ 8,79 bilhões) do saldo devedor das operações garantidas, em grande parte explicado pela variação da taxa de câmbio (3,98% para o dólar no período), uma vez que 75% da dívida garantida é indexada ao câmbio. Os dados foram publicados na terça-feira pelo Tesouro Nacional no Relatório Quadrimestral de Operações de Crédito Garantidas (RQG) do 1º quadrimestre de 2021.

Confiança

O consumidor brasileiro tem lentamente recuperado a confiança, que segue ainda na zona negativa. É o que indica o Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que teve alta de 3,7 pontos na passagem de abril para maio deste ano. Com essa, que foi sua segunda alta consecutiva, o indicador chegou a 76,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

O consumidor brasileiro elevou sua confiança em relação tanto ao presente quanto ao futuro. O Índice da Situação Atual cresceu 4,2 pontos e chegou a 68,7 pontos. Já o Índice de Expectativas subiu 3,2 pontos e atingiu 82,4 pontos.

Importação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando um novo pedido de importação de 20 milhões de doses da vacina Covaxin contra a Covid-19. A solicitação foi formalizada na segunda-feira (24) pelo Ministério da Saúde. O imunizante é produzido pelo laboratório Bharat Biotech, na Índia.

Em março, a Anvisa negou a certificação de boas práticas à fabricante e, na sequência, um primeiro pedido para importação do imunizante. A certificação é um dos requisitos para que a vacina possa ser usada no Brasil.