A geração de emprego desacelerou, mas se manteve positiva pelo quarto mês consecutivo em Jaraguá do Sul, com abertura de 437 novos postos de trabalho no mês, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quinta-feira (27).

O resultado mantém o fluxo positivo aberto com as 828 vagas geradas em janeiro, 1.384 em fevereiro e 1.227 em março. O primeiro trimestre do ano registrou a abertura de 3.453 novos empregos no município.

Foram 2.955 contratações e 2.518 desligamentos no mês, demonstrando primariamente uma queda nas contratações. A geração de emprego foi liderada pela indústria: foram 254 postos de trabalho no setor - um terço do resultado de março, de 763 - seguido por serviços, com 148.

Nenhum setor do mercado de trabalho encerrou o mês de abril com saldo negativo. A geração mais fraca ficou por conta da agropecuária, com apenas dois postos. Com os resultados do mês, são ao todo 68.228 empregos formais em Jaraguá do Sul.

Somente os trabalhadores com ensino fundamental incompleto tiveram perda nos estoques de emprego, com perda de cinco postos, repetindo o quadro visto em março. Os maiores saldos entre os trabalhadores com ensino médio completo (277) e o superior completo (93), responsáveis por 63,3% e 21,2% das vagas, respectivamente.

A geração foi puxada pelos jovens, com 184 vagas de emprego na faixa dos 18 aos 24 anos, seguidos pela faixa dos 25 aos 29 com geração de 107 postos de trabalho. Apenas a faixa dos 65 anos teve saldo negativo, de quatro postos.

Por gênero, os homens tiveram geração consideravelmente mais forte, com quase três homens empregados para cada mulher: foram 314 postos para homens contra 123 para mulheres, uma diferença de 155%.

Apesar de um resultado negativo no mês de dezembro, o município havia encerrado o ano passado com saldo positivo na geração de emprego, recuperando as perdas dos meses mais graves da pandemia e encerrando o ano com a geração de 184 postos de trabalho formais.

 

Mínimo

A Câmara aprovou na quarta-feira (26) o texto-base da Medida Provisória (MP) que fixou o salário-mínimo no valor de R$ 1.100. Trata-se de um aumento de 5,26% (R$ 55) em relação ao valor do ano passado, de R$ 1.045. A MP ainda passará por análise do Senado.

O valor proposto pelo governo para este ano corresponde à variação de 5,22% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no período de janeiro a dezembro de 2020.

Hackers

Uma transmissão ao vivo de entidades da indústria com o ministro da Economia Paulo Guedes , foi invadida na manhã de quinta-feira (27). A sala virtual foi acessada por pessoas falando em inglês e supostamente em russo. As informações são da Agência o Globo.

Os invasores exibiram vídeos pornográficos e músicas atrapalhando a fala do ministro. Um homem chegou a se masturbar na frente da câmera.

A fala do ministro não foi interrompida porque Guedes estava presencialmente no evento, que era transmitido por meio da plataforma de reuniões online Zoom. Essa prática é chamada “zoombombing”.

 

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Metodologia levanta dúvidas

A mudança de metodologia do Caged, em meados do ano passado, tem levantado dúvidas: o Ministério da Economia identificou um problema de subnotificação dos desligamentos, o que poderia inflar artificialmente o saldo de empregos — que é calculado pela diferença entre o número de admitidos e desligados a cada mês. A pasta diz que o problema foi solucionado com uso de dados do sistema Empregador WEB, utilizado para solicitação de seguro-desemprego de trabalhadores demitidos.

A nova metodologia, no entanto, também mudou o universo de trabalhadores abrangido pelo Caged. No Novo Caged, os trabalhadores temporários agora são de preenchimento obrigatório pelas empresas e não mais opcional, como ocorria até dezembro de 2019.

 

Desemprego

A taxa de desocupação no Brasil subiu 0,8 ponto percentual e fechou o primeiro trimestre de 2021 em 14,7%, na comparação com o último trimestre do ano passado, quando o indicador estava em 13,9%. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 880 mil pessoas a mais que estão sem ocupação, totalizando 14,8 milhões em busca de emprego.