A alta do dólar já vinha indicando uma queda na recuperação econômica do país, sinalizada também pelas quedas sucessivas na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no Boletim Focus - de 2,95% no começo do ano, a prévia já caiu para 2,51%. Agora, o Indíce de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) fechou o primeiro trimestre deste ano em queda, aumentando o clima de incerteza quanto à recuperação.

O IBC-Br dessazonalizado (ajustado para o período), teve retração 0,13% de janeiro a março, comparado ao último trimestre de 2017, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira. Servindo como uma prévia do crescimento do PIB, medido pelo IBGE, o indicador serve como uma espécie de termômetro para o cenário econômico do país.

Crescimento de 0,86%

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, houve crescimento de 0,86% (sem ajuste para o período). Em 12 meses encerrados em março, o indicador apresentou crescimento de 1,05% - resultados positivos, mas ainda fracos - o crescimento da economia mundial no mesmo período foi de 3,5%. Ano passado, com a economia mundial crescendo 3,7%, o Brasil cresceu apenas 1% - para o bloco dos países emergentes, o crescimento foi de 4,7%.

Este não é o único aspecto da economia em que o Brasil está atrasado em comparação com o resto do globo: o ganho de produtividade por trabalhador do país foi de apenas 19% nos 20 anos entre 1995 e 2015 (0,8% ao ano, em média) contra 127% (3,5% ao ano) nos emergentes e 48% (1,8% ao ano) nos EUA, segundo um relatório publicado este mês pela empresa de consultoria Oliver Wyman.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Nova subestação de energia em Guaramirim

Os investimentos e planejamentos da Celesc para o município foi tema da última reunião plenária realizada pela Associação Empresarial de Guaramirim (Aciag), nesta segunda-feira (14). O gerente regional Norte da Celesc, Wagner Vogel, trouxe um panorama da capacidade energética da cidade e investimentos planejados para os próximos anos. Entre eles, está a instalação de uma subestação de energia no bairro Corticeira, que deve atender também a demanda dos condomínios industriais e residenciais da região.

Quase 20 mil empresas autuadas em 2017

O Ministério do Trabalho autuou 19.870 empresas devido ao descumprimento às normas de proteção à saúde do trabalhador em 2017. No total, foram 72.294 autuações por infrações cometidas – média de 3,6 por empresa. O não cumprimento de exigências do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, previsto na Norma Regulamentadora nº. 7, é o caso mais frequente registrado pela fiscalização. Foram 9.517 estabelecimentos autuados (47,90% do total). Nos primeiros quatro meses deste ano, já foram 2.678 empresas com autos lavrados pela mesma razão.

Atendimento à distância do INSS

A partir de segunda-feira (21), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixará de agendar o atendimento presencial para salário-maternidade e aposentadoria por idade urbanos. O segurado deverá acessar o Meu INSS ou ligar para o 135 e, em vez de agendar uma data para ser atendido, receberá direto o número do protocolo de requerimento, eliminando a etapa do agendamento. Nos casos em que as informações previdenciárias necessárias para o reconhecimento do direito já constarem nos sistemas do INSS, será possível então a concessão automática do benefício, isto é, à distância.

Banco de Brasília acidentalmente zera saldos

Clientes do Banco de Brasília (BRB) passaram por um pesadelo nesta terça-feira (15): por conta de um erro de sistema, vários clientes do banco viram seus saldos serem completamente zerados. A instituição tem trabalhado em uma solução para o problema, que demonstra uma vulnerabilidade assustadora dos sistemas bancários.