Estamos pagando quase o dobro do imposto de renda devido. É o que concluiu o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), com base na disparidade entre os reajustes na tabela do imposto de renda e a inflação.

A defasagem na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) chega a 95,46%, divulgou nesta segunda-feira (14) o Sindifisco.

O levantamento foi feito com base na diferença entre a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada de 1996 a 2018 e as correções da tabela no mesmo período.

De acordo com a entidade, caso a tabela tivesse sido integralmente corrigida, os contribuintes que ganham até R$ 3.689,93 seriam isentos de Imposto de Renda.

Atualmente, a isenção vigora para quem recebe até R$ 1.903,98 por mês. Até o dia 15, o IR devido no país já somava R$ 20 bilhões, segundo o site Impostometro, baseado em cálculos tributários vigentes.

Somados todos os tributos, o país pagou ou já está para pagar R$ 120 bilhões em tributos - no ano passado, a carga tributária somou R$ 2,388 trilhões.

Só Jaraguá do Sul, nos primeiros 15 dias do ano, acumulou R$ 7,8 milhões em impostos. Santa Catarina, por sua vez, soma R$ 4,7 bilhões em tributos.

Desde 2015, a tabela do Imposto de Renda não sofre alterações. De 1996 a 2014, foi corrigida em 109,63%. No mesmo período, no entanto, o IPCA acumulou alta de 309,74%.

De acordo com o Sindifisco Nacional, a falta de correção prejudica principalmente os contribuintes de menor renda, que estariam na faixa de isenção, mas são tributados em 7,5% por causa da defasagem.

De forma geral, a carga tributária nacional é extremamente elevada - e devido a um misto de despesas essenciais, investimentos que precisam ser feitos e despesas que não deveriam estar lá (como superfaturamento, corrupção e benefícios acumulados), não há muita folga para que seja reduzida.

No entanto, o Imposto de Renda certamente tem folga para alguma forma de redução - pena que na maioria das ocasiões em que se fala em reduzir o imposto de renda, se fala em redução da alíquota para a população de renda mais elevada, ou na fixação de uma alíquota única.

Não se fala em ampliar a faixa de isenção e mover as outras faixas de forma correspondente, o que retiraria o peso da população de renda mais baixa, e que tem menos folga orçamentária para pagar impostos, enquanto aliviaria o peso dos impostos para as outras faixas da população.

Segundo o Sindifisco, o atraso na correção da tabela leva a um efeito cascata que não apenas aumenta o imposto descontado na fonte como diminui as deduções.

De acordo com o levantamento, a dedução por dependente, hoje em R$ 189,59 por mês (R$ 2.275,08 por ano), corresponderia a R$ 370,58 por mês (R$ 4.446,96 por ano) caso a tabela tivesse sido integralmente corrigida.

O teto das deduções com educação, de R$ 3.739,57 em 2018, chegaria a R$ 6.961,40 sem a defasagem na tabela.

CDL Jaraguá em evento nos EUA

A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Jaraguá do Sul está representada no NRF (National Retail Federation), que acontece nos Estados Unidos.

O evento é considerado o mais importante do varejo mundial e, neste ano, conta com exposição de produtos e tecnologias de última geração, seminários, fóruns de debates e apresentação de cases de empresas mundialmente conhecidas.

Quem está conferindo de perto toda a programação é o presidente da entidade, Gabriel Seifert, e o diretor do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), Rafael Peggau.

Inadimplência no país cresce 4,41% (1)

O Brasil encerrou o ano de 2018 com um avanço de 4,41% no número de consumidores com contas em atraso, na comparação com 2017, de acordo com dados do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Esta foi a maior elevação desde 2012, quando a inadimplência cresceu 6,8%. Nos anos anteriores a inadimplência do consumidor encerrou com altas de 1,3% em 2017; 1,4% em 2016; 4,2% em 2015; 3,4% em 2014 e 3,7% em 2013.

41% da população adulta individada (2)

Segundo os dados do indicador, a estimativa é a de que o país fechou o último mês de dezembro com cerca de 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas.

O número representa 41% da população adulta que reside no Brasil.

 

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