Jaraguá do Sul deu continuidade ao movimento de recuperação das exportações e do saldo da balança comercial em maio, encerrando o período dos cinco primeiros meses do ano com uma alta de 9% nas exportações - somando US$ 226 milhões - e manteve o crescimento expressivo das importações, somando US$ 206,74 - 37,7% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

As movimentações resultaram em um superavit comercial de US$ 20,12 milhões - menos de metade do registrado no ano passado para o mesmo período, quando o saldo da balança era de US$ 58 milhões. Isolado, maio registrou um saldo positivo de US$ 14,6 milhões - resultado similar ao de abril - depois de encerrar o trimestre deficitária pela primeira vez em toda a série histórica.

No mês, foram US$ 58,4 milhões em exportações - 31,5% a mais que em maio de 2020 - e US$ 43,8 milhões em importações, montante 68,1% maior que o registrado em maio passado.

Se mantidos os ritmos de crescimento, no entanto, o município periga retornar ao déficit - desta vez, não por conta de queda nas exportações, como ocorreu no primeiro trimestre do ano, mas por conta da alta nas importações.

A carência de insumos e matérias primas nacionais tem levado a alta expressiva nas importações por parte dos setores de maquinário e bens de capital, com 38% das importações (US$ 78,4 milhões) e no setor têxtil, que responde por 19% das importações (US$ 39,2 milhões)

A composição da balança segue padrões históricos, com exportações fortemente lideradas por bens de capital, em particular motores elétricos, respondendo por 88% das exportações, peso comparativamente menor que a média histórica, na faixa de 89% a 90%. Foram US$ 200 milhões em produtos do segmento.

A queda nas exportações do segmento é indicativa de padrões globais diante da pandemia de Covid-19, que se arrasta desde março passado: com economias fragilizadas e produções limitadas, investimentos em maquinário pesado tem registrado queda - e Jaraguá do Sul, fortemente ligada a este setor, sofre como consequência.

O princípio de recuperação da economia global, no entanto, levou o principal tipo de produto do setor, motores e geradores elétricos, a registrar alta de 4,6% no período. Sozinho, eles somam US$ 151 milhões, 67% das exportações.

Inovação

O Instituto da Indústria de Joinville uniu-se ao Senai/SC, Sebrae/SC e Cocreation Lab para criar um laboratório de inovação voltado para projetos que promovam inovação na indústria. O programa, aberto a todas as pessoas que têm uma ideia de negócio e querem empreender, está com inscrições abertas até o dia 11 de julho.

As ideias selecionadas ganharão apoio para serem desenvolvidas e saírem mais bem preparadas para o mercado. Durante os cinco meses de programa, os participantes têm suporte para transformarem as ideias em negócios, por meio de consultorias, mentorias e assessorias, tudo gratuito.

Guaramirim

Guaramirim é uma das cidades-polo do Programa NaSCer de Pré-incubação de Ideias Inovadoras – Edição I, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC).

A iniciativa receberá propostas até o da 30 de junho, os interessados podem procurar a Sala do Empreendedor de Guaramirim para saber mais sobre o programa e como participar.

Prioridade

Desde o ano passado, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) defendem a priorização dos trabalhadores da indústria no Plano Nacional de Imunização (PNI). Os trabalhadores foram incluídos no grupo prioritário e estão perto de receber a imunização.

“A indústria é serviço essencial e o trabalho dela é fundamental para garantir os produtos necessários aos brasileiros, inclusive para o enfrentamento da pandemia. Por isso, desde o início da pandemia pedimos a inclusão dos nossos trabalhadores no grupo prioritário, a exemplo do que ocorreu com professores, trabalhadores do transporte, caminhoneiros e portuários”, diz o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Impostos

Em reunião com o secretário especial adjunto do Ministério da Economia, Bruno Portela, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, defendeu a redução temporária do imposto de importação do aço. O insumo teve alta superior a 100% em 12 meses e tem impactado diversos setores, principalmente a construção e o metalmecânico.

A reunião virtual, realizada na segunda-feira (14), foi intermediada pela coordenadora do Fórum Parlamentar, a deputada Angela Amin, e contou com a participação do deputado Vítor Lippi, de São Paulo, e de representantes da indústria daquele estado.