Define-se como representatividade a competência atribuída a um indivíduo ou uma entidade fundamentada na habilidade que têm, para desempenhar determinado papel. Num estado moderno, a representatividade política, por exemplo, significa que a maioria da população elegeu um conjunto de pessoas devidamente capacitadas e que ficam autorizadas a tomar decisões “em nome do povo”.

Os eleitores brasileiros saíram às ruas no ano passado e escolheram aqueles que julgaram terem a capacidade as lisuras necessárias para representá-los e assim o fizeram com 513 deputados e 81 senadores. 27 governadores e 1059 deputados estaduais.

Há quem diga, por exemplo, que Quando se falam no assunto da Reforma Política, a primeira reivindicação dos brasileiros está relacionada a redução no quantitativo, ou seja, na quantidade de parlamentares, uma vez que o custo total para manter essa megaestrutura política, seria suficiente para uma redistribuição “considerável” para outros setores deficientes do país.

Digo isso, porque dentro da representatividade popular adquirida o aval de 13 legendas políticas definiu que no orçamento de 2020, o fundo eleitoral que servirá para irrigar os custos de campanha será o dobro do previsto – que já era um absurdo. Ao invés de 2 bilhões de reais agora serão cerca de quatro. Ou seja, parlamentares usaram da representatividade para dobrar o valor do que lhes interessa. E fizeram ainda prior: vão usar as emendas coletivas para bancar este custo.

Emendas tem uma função especifica: atender demandas. Demandas entendem-se até hoje sejam: postos de saúde, segurança pública, educação – entendam-se escolas de qualidade, obras que facilitam a vida das pessoas. Enfim. Este dinheiro não é deles é do povo e para o povo.

Os partidos distorceram tudo aquilo que o eleitor mais queria quando promoveu uma ampla mudança nos quadros do Congresso. PP, MDB, PT, PTB, PSL, PL, PSD, PSB, REPUBLICANOS, PSDB, PDT, DEM e SOLIDARIEDADE não entenderam o recado das ruas – nem das urnas.

Ao tomarem esta decisão permitem ao cidadão comum avalia-los novamente. E rotular. Tem uma expressão idiomática popular que traduz a ideia de que um conjunto de pessoas pertence a um mesmo grupo, principalmente por compartilharem de mesmas características comportamentais. E ela é usada no sentido de reprovação, para rotular caráter ou comportamento duvidoso.

Cada um procura se aproximar de seus assemelhados. É deste conceito que surgiu a expressão que vem do Latin e que neste caso, parece caber. "Homines sunt ejusdem farinae", que significa "são todos farinha do mesmo saco!”