Poupança não é a única forma de investimento de renda fixa que vale a pena ficar de olho | Foto Divulgação

Poupança não é a única forma de investimento de renda fixa que vale a pena ficar de olho | Foto Divulgação

A diversidade de produtos conservadores no mercado financeiro é imensa e, por mais que o Brasil esteja com a taxa de juros no menor patamar histórico, as oportunidades em renda fixa continuam atrativas, basta conhecimento para encontrá-las.

Quem não tem pressa e prefere o “passeio sem emoção”, se sente atraído pela queridinha do Brasil, a poupança. Porém, vale ressaltar que vários investimentos possuem a mesma tranquilidade da poupança e podem entregar até o dobro de rentabilidade.

O fato é que as aplicações conservadoras ainda são as favoritas dos investidores brasileiros. Com o novo cenário de juros no Brasil, faz-se necessário estudar um pouco mais e avaliar as opções do mercado, atentando-se para não estar em um investimento que faça você perder o poder de compra, ou seja, estar rendendo menos que inflação atual.

Mas afinal, o que é investir em renda fixa?

Investir em renda fixa significa emprestar o seu dinheiro para alguém, como um banco, por exemplo. E em troca você recebe uma remuneração (juros) e o capital de volta, dentro do um prazo combinado.

Os produtos de renda fixa podem ser emitidos por:

  • Bancos: por meio de CDB, LCI, LCA e a poupança;
  • Financeiras: por meio das letras de câmbio;
  • Empresas: por meio de debêntures;
  • Governo: por meio dos títulos públicos.

Isso mesmo, você pode emprestar o seu dinheiro para o governo e em troca ser remunerado.

Como o nome já diz: renda fixa é uma remuneração pactuada no momento da contratação do produto que pode ser:

  • Pós fixada: utiliza-se algum indicador de referência como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado);
  • Pré-fixada: não acompanha indicador de referência e possibilita ao investidor saber exatamente quanto irá receber de juros no momento da aplicação.

Carteira diversificada

Mesmo um investidor considerado conservador tem a possibilidade de formar uma carteira diversificada, mesclando entre as remunerações pós e pré-fixadas.

Outra estratégia é determinar prazos de investimento, ou seja, você empresta o seu dinheiro para o banco por mais tempo e em troca recebe uma remuneração maior. E os pontos positivos? Todo mês o seu capital cresce com tranquilidade e segurança, livre de risco de mercado.

Quem é extremamente conservador não suporta variações negativas no seu patrimônio. Quando a SELIC efetivamente demonstrou maior queda em 2017, muitos investidores 100% conservadores cometeram erros em busca de maior retorno.

A educação financeira é muita baixa no Brasil e para “ajudar” muitos conteúdos na internet prometem rentabilidades surreais. É preciso entendimento para absorver o que condiz com a realidade e compreender que correr mais riscos não garante mais retorno.

Compor a carteira de investimentos com renda variável pode ser saudável, se você tem perfil moderado ou arrojado.

Quem é conservador vai sempre ganhar menos?

Impressione-se! Em 10 anos, nenhum outro índice superou a rentabilidade do CDI que é principal indicador dos ativos de renda fixa. Veja só:

  • CDI em 10 anos: 171,37% de retorno no período;
  • Ibovespa em 10 anos: 33,13% de retorno no período.

Vale a pena investir

A matemática financeira ensina que um valor aplicado a uma taxa de juros ao longo do tempo transformará o valor aplicado inicial num valor maior. Dinheiro, tempo e juros. Comece logo e não desdenhe a boa e velha renda fixa.