Foto The Home Monthly

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De forma bem genérica, o mercado financeiro funciona assim: uma construtora deseja construir um imóvel que custa R$ 1,3 milhão porém, a empresa não possui todo esse recurso.

Uma estrutura a ser criada pode ser a de um fundo imobiliário, onde a construtora desse empreendimento divide parte do valor necessário em cotas na qual você pode ser dono de uma fração do imóvel, contribuindo para a sua construção.

Depois esse imóvel é alugado e você recebe um valor de aluguel mensal proporcional à sua quantidade de cotas. Este foi um exemplo, os fundos imobiliários podem ser utilizados para o desenvolvimento de um imóvel ou em imóveis prontos como edifícios comerciais, shoppings, etc.

As negociações são diferentes quando falamos de um imóvel físico, mais conhecido como imóvel de tijolo. Imagine que você tem uma casa que vale R$ 800 mil e alguém interessado lhe oferece R$ 500 mil! Você não venderia, jamais.

A não ser que estivesse precisando muito do dinheiro para vender a qualquer preço. O inverso também é verdadeiro. Se um imóvel de R$ 800 mil está sendo vendido a R$ 500 mil, você empresta do pai, banco e até do sogro algum dinheiro, pois afinal de contas está muito barato para comprar!

Mudanças constantes

No mercado financeiro as cotas dos fundos imobiliários são negociadas na bolsa de valores, então, a cada nova compra ou venda você tem a cotação de mercado que difere do valor patrimonial do fundo. A cotação muda em questão de instantes.

Vamos avaliar o seguinte: por trás destas cotas existe um imóvel, ou seja, por trás do dinheiro que varia a cada segundo, você tem um imóvel físico que vale R$ 800 mil e, se ele está valendo R$ 500 mil no mercado financeiro, faz sentido comprar pois está barato!

Em momentos de grande stress no mercado, como o atual período de eleições totalmente indefinido, algumas oportunidades surgem pela especulação dos investidores, um período que as pessoas estão com dúvidas sobre o cenário futuro o que ocasiona resgates e em consequência baixa o preço dos ativos.

Mas atenção: não é uma regra! Ou seja, importante você saber qual o valor patrimonial do fundo e não sair comprando fundos imobiliários apenas porque estão baratos.

A oscilação das cotas é normal devido às negociações diárias. Com isso, o investidor consegue enxergar a todo momento quanto as suas cotas estão valendo.

Essa variação não é notada no mercado convencional de imóveis, pois é impossível ter conhecimento em tempo real se a sua casa valorizou ou desvalorizou perante o mês passado, por exemplo.

Portfólio imobiliário

Para quem gosta de imóveis, diversificar o portfólio no ramo imobiliário dentro do mercado financeiro pode ser satisfatório. O rendimento mensal é maior e ainda isento de imposto de renda.

Proporciona alta liquidez comparado a um imóvel físico, além de não envolver custos como IPTU, despesas de manutenção, entre outros.

Não existe certo ou errado. O importante é entender o seu momento de vida e construir um patrimônio ajustado à sua necessidade atual. Aplicar em fundos imobiliários exige cautela e adequação ao perfil, com foco principal em perfis moderados e arrojados.

Pelo fato de as cotas serem negociadas na bolsa de valores, é considerado um investimento variável e não pode fazer parte da composição de liquidez da carteira, ou seja; são investimentos a serem avaliados em longo prazo para eliminar o risco de uma saída não calculada, ocasionando um prejuízo exercido.

Quem gosta de perder dinheiro? Bom, quem interpreta aplicar recursos em renda variável como “brincar” na bolsa de valores, deve ter a certeza de que a brincadeira pode ficar séria.