Foto Divulgação

Foto Divulgação

Quando falamos da previdência pública, sabemos que estamos nas mãos do próximo governo. A reforma da previdência tem senha prioritária na fila de atendimento, pois, se não for aprovada, põe em risco a capacidade de continuar sendo uma boa forma de garantir o futuro financeiro das pessoas.

Para a maioria dos brasileiros a contribuição ao INSS sempre foi sinônimo da aposentadoria, pois após anos de trabalho é possível parar de trabalhar e viver tranquilo. Mas a conta não fecha!

Com o aumento de idosos, redução de jovens e expectativa de vida do brasileiro aumentando, está cada vez mais claro que o brasileiro não irá se aposentar se as regras atuais não forem revisadas.

Um dos fatores geradores de mudança é idade mínima! O Brasil é um dos únicos países que não tem idade mínima para aposentadoria, fazendo com que as pessoas se aposentem quando ainda estão com idade produtiva.

Longevidade da população

Dados de 2014 mostram que as mulheres se aposentam em média com 52 anos e os homens com 55 anos.

E não é só isso. Pesquisas apontam que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Segundo projeções, a população com mais de 50 anos poderá vir a ser mais da metade da população ativa em 2050 e teremos em torno de 68 milhões de brasileiros com mais de 60 anos.

Esses dados mostram que a população está vivendo mais e a velocidade desse fenômeno irá aumentar rapidamente com a melhoria nas condições de vida das pessoas. Isso é muito bom para todos, mas só funcionará se as contas públicas voltarem ao estado de equilíbrio.

Não podemos deixar de levantar o assunto da nova população: o nascimento de crianças está caindo rapidamente e, como exemplo, aqui no sul os nascimentos já não são suficientes para repor a população.

Esse fato implica na sustentabilidade da previdência pública, pois significa que teremos menos jovens a ingressar no mercado de trabalho futuro, ou seja; menos contribuição social.

São diversos pontos dentro da reforma da previdência, mas um dos principais é o ajuste no tempo de contribuição.

A proposta

Aposentadoria somente com tempo mínimo de contribuição de 15 anos e idade mínima de 62 para mulheres e 65 para homens.

E o tempo de contribuição para conquistar o direito a 100% do benefício deve ser de 40 anos. A aposentadoria terá valor equivalente a 60% dos salários com acréscimo.

Terá acréscimos para cada ano trabalhado de acordo com a seguinte regra:

  • 1% para cada ano que superar 15 anos de contribuição;
  • 1,5% para cada ano que superar 25 anos de contribuição;
  • 2% para cada ano que superar 30 anos de contribuição;
  • 2,5% para cada ano que superar 35 anos de contribuição.

Na prática, isso significa que quanto maior o tempo de contribuição (e de trabalho) maior será o benefício recebido.

Demanda urgente

A reforma da previdência é urgente, pois no formato atual não é sustentável. Se não aprovada pode gerar o corte dos benefícios, como já aconteceu em alguns países europeus.

Já imaginou contribuir por 30 anos e quando chegar a sua vez de usufruir o benefício o governo não ter saldo para lhe pagar?

Com isso tudo aprendemos uma lição: prepare-se para o futuro. Avalie de forma consciente HOJE a sua capacidade de poupar e pense que é o seu planejamento financeiro pessoal que vai fazer toda a diferença lá na frente.

A independência financeira é sinônimo de liberdade!