Os vereadores Arlindo Rincos e Ronaldo Magal podem ser um entrave para aproximação entre PSD e MDB que se encaminha e se articula entre as lideranças dos dois partidos.

Rincos e Magal sabem que soaria muito contraditório aos seus eleitores uma mudança tão radical de discurso. São eles, atualmente, as duas maiores vozes de oposição ao governo Antídio Lunelli no Legislativo.

Nas redes sociais, Rincos se mostrou contrário à aliança, avisou que não mudará de postura. Disse que entenderá a decisão da executiva e que somente depois disso analisará uma possível troca de partido.

O recado não poderia ser mais claro. Durante a sessão de ontem, o vereador atacou a falta de acessibilidade no município e pediu vista a dois projetos do Executivo que visavam autorização de repasse de recurso para obras.

Magal não é tão taxativo, afirma que como filiado ouvirá a executiva, mas admite que enxerga dificuldade na negociação. “É desconfortável. Difícil de explicar. Temos uma visão diferente do que é o melhor para Jaraguá do Sul”.

O parlamentar diz que pretende continuar votando a favor do que considera bons projetos e contra o restante.

Rincos e Magal sabem que têm pouco a ganhar com uma aproximação com o MDB, deixariam de ser alternativa ao projeto que está no poder e aliados não teriam a confiança daqueles que sistematicamente têm criticado na tribuna.

O que se vê nos bastidores é que a movimentação em torno do pleito de 2020 já começou. Pode parecer cedo para o eleitor que acaba de comparecer às urnas, mas, para quem está na política, um passo errado agora é uma derrota futura.

Frota elétrica

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Jaraguá do Sul, Domingos Zancanaro, visitou o parque fabril da WEG Automação esta semana para conhecer a infraestrutura e a estação de recarga de veículos elétricos. Além de Zancanaro, participaram Neivor Bussolaro e Newton Gilberto Saloman.

Os três foram recebidos pelo diretor de Sistemas e Mobilidade, Valter Luiz Knihs. A iniciativa atende sugestão do vereador Eugênio Juraszek, que solicitou a viabilidade de parceria para estimular testes de veículos elétricos no município.

Zancanaro explica que a ideia, para ser concretizada, exigiria o envolvimento de outras empresas e instituições. Segundo ele, o próximo passo será justamente a busca por parceiros.

À disposição do PSL

Terceiro candidato a deputado estadual com maior votação no município, atrás apenas de Vicente Caropreso e Dieter Janssen, Adriano Junkes observa as movimentações políticas e diz que em 2020 estará à disposição do PSL.

“Para ser candidato a vereador, vice, prefeito ou ficar em casa”, brinca. Até lá, Adrianinho, como é conhecido, não descarta assumir algum cargo no governo de Carlos Moisés, mas adianta que a exigência é permanecer na região. “Somente depois do dia 20, com a reforma administrativa, é que algumas nomeações vão sair”.

A onda da mudança irá vir ainda mais forte na eleição municipal de 2020. Essa é a previsão de Adriano Junkes, que por duas vezes buscou sem êxito uma vaga na Câmara e, em outubro do ano passado, surpreendeu ao fazer mais de 13 mil sufrágios.

Para ele, siglas como o PSL e o Novo de Leandro Schmöckel podem surpreender e muito se fizerem um bom trabalho. “Enquanto tem partido já falando de aliança, eu defendo o PSL com chapa pura. Vamos diminuir cargos, salários de prefeito e secretários e fazer obras”. Junkes vê com bons olhos a filiação de Moacir Bertoldi e diz que a liderança de Fabio Schiochet no Congresso Nacional irá trazer muitas conquistas para cidade.

Bertoldi despista

Citado como possível candidato a prefeito pelo PSL ou até mesmo pelo PSDB, Moacir Bertoldi despista, diz que, nesse momento, “só quer cuidar das crianças de Jaraguá do Sul”.

O ex-prefeito e médico pediatra conta hoje com apoio de duas grandes lideranças, os deputados Vicente Caropreso e Fabio Schiochet. Começaria o jogo sendo competitivo.

Por Vicente

No ninho, cresce a ala que defende o nome de Vicente Caropreso para eleição municipal de 2020. Alguns tucanos já analisam o cenário.

CPI de Brumadinho 

Os três senadores catarinenses, Dário Berger (MDB), Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PR), assinaram o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as responsabilidades do que ocorreu em Brumadinho (MG).

No final dos trabalhos, a comissão pode propor mudanças na legislação, que deve se tornar mais rigorosa. O colegiado pode, ainda, encaminhar suas conclusões ao Ministério Público e propor a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

 

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