O primeiro pente fino nos financiamentos da eleição deste ano apontou 12.172 casos de inconsistência em doações e gastos de campanha. O levantamento foi realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com base na movimentação declarada à Justiça Eleitoral.

A amostragem englobou os dados disponíveis até o dia 29 de setembro e totalizou o valor de R$ 42.338.450,40. Entre os casos identificados encontram-se, por exemplo, doadores inscritos no programa Bolsa Família, desempregados, parentes de candidatos e até mesmo mortos.

Segundo técnicos da Justiça Eleitoral, a quantidade de casos e os valores identificados como suspeitos nesta primeira rodada de verificações são pequenos e podem ser explicados em boa parte pela predominância do financiamento público das campanhas eleitorais.

Até 30 de setembro, os registros indicavam que o financiamento público correspondia a 78% dos gastos. Já o financiamento privado, equivalente aos 22% restantes, dividia-se da seguinte forma: 10% de recursos oriundos de autofinanciamento e apenas 12% oriundos de doações de pessoas físicas.

Na corrida ao governo do Estado fica clara a influência dos recursos partidários na disputa, a primeira nacional sem financiamento de empresas. Os três concorrentes com maior percentual de voto até agora foram bancados por suas siglas.

Mauro Marini (MDB) declarou ter arrecadado R$ 6,3 milhões. Deste montante, R$ 5,5 milhões vieram do MDB e R$ 400 mil do PR. Com Gelson Merisio (PSD), a lógica é parecida.

Na última parcial, o candidato declarou ter R$ 4,6 milhões, sendo R$ 2,3 milhões do PSD, R$ 1,5 milhões do PP e R$150 mil do DEM. Decio Lima (PT) declarou ter arrecadado R$ 1,6 milhão, com R$ 1,4 milhão do partido e doação de R$ 234 mil do presidenciável Fernando Haddad.

Ainda não se sabe o impacto das mudanças eleitorais no que toca a relação entre empresas privadas e figuras públicas. O que já ficou provado é que a campanha ficou menos barulhenta, mais barata e visível nas ruas.

Em 2014, quando o financiamento empresarial ainda era permitido, Raimundo Colombo (PSD) venceu a eleição declarando ter gastado R$ 12,8 milhões. Naquele ano, a siderúrgica ArcelorMittal foi responsável pela doação de R$ 6,7 milhões à campanha do governador.

Outras duas empresas, do ramo alimentício, lideram o investimento na reeleição: a JBS doou R$ 2,8 milhões, e a Seara colaborou com R$ 653 mil. Somadas, as três empresas foram responsáveis por R$ 10.2 milhões, mais do que o teto permitido este ano para a disputa, que é de R$ 9,1 milhões.

Acordo com contabilistas

O candidato a deputado federal, Carlos Chiodini (MDB), assinou um termo de compromisso com os profissionais de contabilidade do Estado, incluindo o Conselho Regional de Contabilidade, Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e Federação dos Contabilistas.

No encontro, Chiodini falou das bandeiras que quer defender na Câmara Federal, ressaltando a inovação e a desburocratização com foco no desenvolvimento econômico.

“Como deputado estadual, sempre defendi o estímulo ao setor produtivo, a simplificação dos processos e a desburocratização da máquina pública. Na Câmara vamos ampliar os debates”, salientou.

Vai ter foguetório

Prefeito de Guaramirim Luís Antônio Chiodini (PP) espera assinar hoje contrato com o Badesc para tirar do papel a pavimentação da Estrada Bananal.

O investimento é de cerca de R$ 10 milhões. O pepista brinca que vai ter foguetório na assinatura. A obra atende uma comunidade que reivindica a melhoria há anos.

Natal das guirlandas

A Prefeitura de Guaramirim quer repetir e incrementar na cidade o Natal das Guirlandas. O tema foi debatido ontem entre representantes do comércio e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

No ano passado, a área central da cidade foi enfeitada com 70 guirlandas nos postes e outras quatro grandes foram colocadas nos trevos principais e na Praça Cantalício Érico Flores.

Este ano a ideia é ampliar o projeto, somando 100 guirlandas na área central. A parceria entre a Aciag, CDL e Câmara de Vereadores tem o objetivo de estimular o munícipe a consumir no comércio local.

Revisão do Plano Diretor

Presidente em exercício da Câmara, o vereador Marcelindo Gruner (PTB) afirma que o acompanhamento do projeto que revisa o Plano Diretor terá toda a sua atenção nos próximos dias.

O texto já passou pelo jurídico e aguarda parecer das comissões para ir à votação. Gruner lembra que uma série de outras regulamentações depende da aprovação do Plano Diretor.

Cobertura especial

Os prefeitos de Jaraguá do Sul Antídio Lunelli e de Guaramirim Luís Antônio Chiodini falaram sobre as eleições em entrevista que pode ser vista nas redes sociais do OCP.

Ambos defenderam o voto regional como forma de pressionar pela melhoria na qualidade política e auxiliar na obtenção de recursos para velhos e até agora ignorados pleitos.

No domingo, a equipe de jornalismo do OCP estará de plantão desde as 8h da manhã com as principais informações do pleito. Às 16h30 começa a transmissão ao vivo no Facebook.

 

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