A vida de Fabio Schiochet mudou rapidamente. Dá para dizer sem medo de errar que foi transformada de uma maneira que nem ele mesmo podia imaginar. Beneficiado pelo tsunami, ou avalanche 17, o jaraguaense de apenas 30 anos foi eleito deputado federal com quase 90 mil votos.

Depois, coordenou regionalmente o bem sucedido segundo turno de Carlos Moisés, confirmado no domingo como o próximo governador de Santa Catarina. Agora, integra a equipe de transição ao mesmo tempo em que se prepara para assumir uma cadeira no Congresso e fazer parte do front de Jair Bolsonaro.

Na entrevista a seguir, Schiochet fala um pouco sobre a transição, diz acreditar que um jaraguaense deve ocupar um posto importante no comando da Polícia Civil e garante que não haverá loteamento de cargos.

O deputado federal eleito, que preside a comissão provisória do partido no município, adianta também que o PSL terá candidatura própria na eleição de 2020 e diz que algumas conversas já estão acontecendo.

Sobre a duplicação do trecho urbano da BR-280, a expectativa é positiva. Schiochet afirma que Moisés já entendeu a importância da obra e deve trabalhar para tirá-la do papel.

Ouça a entrevista ou continue lendo abaixo:

 

Santa Catarina foi o segundo Estado que mais deu votos ao PSL, o que na sua visão justifica isso?

Santa Catarina já vinha dando preferência ao Bolsonaro há um ano, foi o primeiro Estado a colocar ele na liderança das pesquisas.

 

E foi por osmose os outros candidatos também. A força, a vontade do catarinense de mudar deu esse resultado que vimos nas urnas.

Essa votação expressiva também traz responsabilidade. O  que o PSL fará para não decepcionar?

O povo depositou muita esperança nos candidatos do PSL. Agora não podemos decepcionar ninguém. Essa é uma preocupação.

 

A primeira coisa é nomear cargos técnicos e não políticos, depois fazer um trabalho sério e comprometido com o eleitor.

Você participou ativamente de Carlos Moisés, que era um desconhecido do grande eleitorado. Com essa proximidade, o que espera, ele está preparado?

Ele está muito preparado. Um coronel da reserva, 30 anos de bombeiro militar. Um cara extremamente técnico, que escuta muito as pessoas. E graças a Deus a gente está cercado de pessoas do bem e de capacidade.

Sobre essa questão de Moisés ter sido bombeiro militar, haverá algum problema para os Bombeiros Voluntários que atuam na região e são referência para o país inteiro?

Não. Nenhum problema. Os bombeiros voluntários vão ser respeitados. O Moisés deixou claro que não vai interferir. Vai manter. Ele já deixou claro.

O senhor citou também a ocupação técnica dos cargos. Mas hoje para se manter a governabilidade a gente sabe que não funciona bem assim. Nos bastidores o MDB já se aproxima do PSL, acredita que a sigla irá compor o governo?

Não. Eu vim ontem (segunda-feira) de Florianópolis, participei das primeiras reuniões com a equipe de transição. O Moisés ficou quatro, cinco horas, com o governador Pinho Moreira. De forma muito pacífica.

O Pinho está querendo ajudar a transição. Mas não, não temos nenhum nome do MDB. Não vamos lotear cargos.

 

Claro que hoje o maior partido da Alesc é o MDB, com nove deputados, e nós temos seis. Mas eu acredito que a resposta veio das urnas.

 

Essa política de tranca aqui, tranca ali, política antiga, o eleitor e o próprio deputado vai ter outra cabeça.

 

A gente não estava esperando colocar um governador e quando percebemos que o povo estava pedindo, a única pessoa que veio na nossa cabeça na época foi o Moisés. No domingo, na apuração, eu estava com ele.

 

A gente se emocionou. A gente sabe que ele vai fazer um bom trabalho. Estamos confiantes.

Já conversou com o governador eleito sobre a duplicação do trecho urbano da BR-280?

Não está no plano de governo dele. Mas é uma situação que eu venho batalhando desde a campanha.

 

Eu sou um deputado da Amvali por mais que tenha feito mais votos fora do que aqui, eu sempre levantei e vou continuar levantando a bandeira da região.

 

No dia que o Moisés veio para Jaraguá, ele chegou no fim da tarde e viu o gargalo. No segundo turno falamos de novo desse assunto e na segunda-feira também. Vai ser um trabalho de quatro mãos.

 

O meu sonho e de cada jaraguaense é ver duplicado da 101 até a 280. Da minha parte e da parte do Moisés a gente vai se empenhar ao máximo para terminar essa obra.

 

Com ajuda do Estado e governo federal, a gente vai ter um crescimento muito grande nos próximos anos.

No Congresso o que dá para esperar dos primeiros meses de governo de Jair Bolsonaro?

Eu imagino que uma parte da revogação do estatuto do desarmamento, questão da ideologia de gênero, essas questões polêmicas. Hoje nós estamos em 54 deputados federais. A gente vai trabalhar alinhado.

 

Imagino que nos primeiros seis meses o Bolsonaro vai ter uma postura mais branda, para apaziguar o Congresso Nacional. Penso que essa será uma questão fundamental para ele. Todos os objetivos, tudo que ele levantou, é nossa bandeira também.

 

Eu só entrei no PSL porque me identifico, o Lucas e o Moisés também.  Imagino que nesse primeiro momento as nossas bandeiras serão essas junto com o Jair.

Então as primeiras medidas devem ser no campo do comportamento?

Exatamente. E, claro, a questão do pacto federativo. Dar mais poder aos municípios. E o Jair já se comprometeu em fazer a revisão do pacto federativo.

Falando na eleição de 2020, qual deve ser o comportamento do PSL nos municípios da região? A intenção é ter candidatura própria e assegurar a continuidade do crescimento do partido?

Eu fiquei focado na minha campanha. As coisas aconteceram muito rápido. Depois fui chamado para coordenar a campanha do Moisés de Florianópolis a Porto União.

 

Agora estou ajudando na transição. Mas com certeza o PSL vai ter candidato em 2020. Meu objetivo é lançar candidatos em todos os municípios da Amvali. Jaraguá a gente já vem conversando com alguns nomes.

Nomes que fazem parte do PSL?

Não, nomes que são de outras siglas e que viriam para o PSL. Posso garantir que em 2020 o PSL vai ter candidato à Prefeitura de Jaraguá.

Algum nome de Jaraguá deve fazer parte do governo Moisés?

A gente está analisando. Eu não posso informar nada. Imagino que na próxima semana os nomes sejam divulgados. Na Polícia Civil há uma grande possibilidade de um nome daqui.

 

Quer receber as notícias no WhatsApp?