Depois de mais de 30 dias de paralisação, os servidores municipais decidiram na noite de quinta-feira, em votação apertada, suspender o movimento e voltar ao trabalho já nesta sexta-feira (7). Pelo acordo costurado durante a tarde, com interferência do Ministério Público, a Prefeitura aceitou descontar os dias dos grevistas em parcelas até o fim do ano, não excedendo dois dias de desconto ao mês. A categoria ainda elaborou um documento que será apresentado nesta sexta ao prefeito Antídio Lunelli (PMDB) apontando oito condições para não retomar o movimento e decidiu continuar mobilizada em estado de greve. A próxima batalha será em torno do dissídio, a reivindicação será de repasse da inflação e outros 4% que ficaram pendentes do ano passado. A certeza que fica de todos os acontecimentos das últimas cinco semanas é que não há vencedor. Todo mundo perdeu com a greve. A comunidade foi duramente atingida, muitos servidores já demonstravam esgotamento físico e mental com a situação e o governo também sai desgastado. Dos seis projetos originais, protocolados ainda em fevereiro pela Prefeitura, apenas dois foram aprovados até agora. É bem verdade que a administração conseguiu mudar o vale-alimentação, que representa a maior economia prevista no pacote – chamado de "reequilíbrio financeiro" pelo Executivo e "da maldade" pelo funcionalismo. São R$ 12 milhões dos R$ 20 milhões projetados em um ano. Ajuste que faz diferença no caixa. Entretanto, de agora em diante, além de reorganizar o calendário de reposição das aulas e elaborar uma agenda para diminuir as filas represadas em outras áreas, como saúde, o governo vai precisar ter habilidade para reconstruir um relacionamento com os servidores. Sem eles, não há serviço público. E sem motivação, que não é resultado apenas de dinheiro, não há qualidade no atendimento. Quem ouviu os discursos na assembleia de ontem sabe que esta não será uma tarefa fácil. Disposição para o diálogo e respeito às regras democráticas serão fundamentais. Ausências sentidas e investimentos A ausência do prefeito Antídio Lunelli e do secretário Argos Burgardt, ambos do PMDB, na audiência pública que debateu o PPA (2018-2021), na noite de quarta-feira, gerou críticas da bancada da oposição. Previstas no documento, as possibilidades de construção de uma nova sede para a Prefeitura e de um complexo aquático municipal também geraram questionamentos. Menos mulheres em Santa Catarina Levantamento realizado por meio do Projeto Mulheres Inspiradoras revelou que os eleitores de Santa Catarina votam menos em mulheres do que a média dos eleitores brasileiros. A discriminação acontece na escolha para todos os cargos eletivos. Em 2016, a média de votos para candidatas a vereadoras no Brasil foi de 16%. Em Santa Catarina esse número ficou em 14,4%. Para o Senado, enquanto na média do país candidatas mulheres receberam 8,14% dos votos válidos, em Santa Catarina esse número não chegou a 1%. Em 2014, as mulheres candidatas a deputada estadual no país receberam 12% dos votos, aqui o índice foi bem menor, 7,03%. Em Florianópolis Prefeito de Schroeder, Osvaldo Jurck (PSDB), esteve na quinta (6) em Florianópolis. Além de visitar parlamentares tucanos, entregou à Secretaria de Agricultura do Estado a reivindicação de repasse de R$ 40 mil para auxiliar na realização da Schroederfest. Sucesso absoluto na torcida A transmissão feita pelo OCPonline do primeiro jogo do Jaraguá Futsal na Liga, na noite desta quinta-feira (6), foi sucesso absoluto. Entre os torcedores, estava o prefeito de Guaramirim, Luís Chiodini (PP). Nesta temporada, a equipe voltou a ser comandada pelo ex-vereador Cacá Pavanello, que dirigiu o time nos tempos áureos da Malwee e sabe muito de futsal. Foi ele, inclusive, que comprou a vaga na Liga, com um cheque sem fundo, e depois teve que correr atrás de patrocinadores para tornar o sonho realidade. Sucesso ao time!