As entidades empresariais realizaram ontem uma reunião conjunta em cima da pauta eleitoral. O objetivo era conhecer dos dois candidatos do segundo turno suas propostas e detalhes de um possível governo.

Porém, no fim de semana, o candidato do PSL, Comandante Moisés, enviou uma carta endereçada à Associação Empresarial de Jaraguá do Sul explicando os motivos da sua ausência no município.

Segundo ele, os compromissos extensos de campanha o impediram de participar do encontro. No documento, Moisés também agradece os 37% dos votos recebidos no município no primeiro turno e promete, se eleito, trabalhar pela desburocratização, e em defesa da inovação.

“Precisamos atuar na diversificação da economia, permitindo assim, geração de emprego e renda”, diz um trecho.

Depois de surpreender a todos, inclusive os institutos de pesquisa, Moisés hoje é considerado o favorito. Levantamento Ibope divulgado no fim de semana mostrou que ele teria hoje 51% dos votos contra 35% de Merisio.

O candidato vem embalado pelo tsunami Jair Bolsonaro, que teria, segundo a mesma pesquisa, 66% dos votos no Estado contra 23% de Fernando Haddad (PT).

E Merisio deu sinais, ontem, de ainda estar abatido e preocupado com o tsunami do 17. Com menos da metade das cadeiras do Cejas preenchida, ficou evidente que até mesmo os correligionários sentiram o baque.

O deputado estadual, na quarta legislatura e acompanhado do senador eleito Esperidião Amin (PP), voltou a ressaltar que a duplicação do trecho urbano da 280 será prioridade de seu governo, caso seja eleito. “Nenhuma obra vai começar enquanto essa não terminar”. Mas nem essa declaração empolgou.

Merisio ainda tentou comparar os currículos, disse que Santa Catarina é hoje um Estado em situação melhor do que os demais porque nunca se jogou em uma aventura, nunca apostou na inexperiência, porém, ao deixar escapar que hoje o seu “maior adversário é o eleitor, que não quer pensar, não quer ouvir”, deu mais uma mostra que mesmo ele vê dificuldade em desgrudar o 17 da colinha eleitoral.

Secretário da Fazenda

Guilherme Ziguelli, superintendente do Sebrae, foi anunciado por Merisio como próximo secretário da Fazenda.

O candidato do PSD também voltou a falar em como pretende aumentar a segurança e prometeu uma administração sem indicação política.

Nenhum deputado eleito será chamado para compor o governo, acrescentou.

Cerveja artesanal

Aconteceu ontem mais um encontro com fabricantes de cerveja artesanal de Jaraguá do Sul e região.

O objetivo é organizar a cadeia produtiva que envolve o setor e formar um núcleo na Associação Empresarial.

Lei municipal estimulando a produção local será debatida na Câmara.

Eleições tranquilas

O presidente do TRE-SC, desembargador Ricardo Roesler, fez um pedido importante aos dois candidatos do governo de Santa Catarina na manhã de ontem que, junto a suas coligações e partidos, mantenham o apoio para que as eleições ocorram de maneira tranquila e em segurança.

O desembargador garantiu a lisura do pleito, dizendo que, mesmo diante de algumas reclamações de eleitores em relações ao trabalho das urnas eletrônicas, quase que em sua totalidade o primeiro turno foi de tranquilidade e normalidade.

Nova pesquisa

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) tem 57% das intenções de votos válidos contra 43% de Fernando Haddad (PT). Foi o que revelou pesquisa do instituto MDA encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), divulgada ontem.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Esta é a primeira pesquisa CNT/MDA de intenções de voto à Presidência divulgada no segundo turno.

Na avaliação de 74,4% dos entrevistados, Bolsonaro vai vencer as eleições. Os que acreditam que será Haddad somam 14,6%.

Na intenção de voto total, que inclui os brancos, nulos indecisos, Bolsonaro tem 48,8% e Haddad, 36,7%. Brancos e nulos somam 11,0%. Os entrevistados que não souberam ou não responderam são 3,5%.

Em off

Vereador de Jaraguá do Sul, que estava na plenária de ontem com Gelson Merisio, deixou escapar que não vota em Bolsonaro e logo depois pediu sigilo absoluto.

“Porque se eu falar depois não ganho nem para síndico”, explicou. E não foi só ele. Um ex-parlamentar de Corupá fez o mesmo.

Sem recursos

Secretário regional, Alceu Moretti (MDB), avalia como complicada a situação das rodovias estaduais. Conta que ontem percorreu todas para avaliar a operação tapa buraco feita há poucos dias, mas admitiu que a maioria precisaria de uma revitalização geral. “Só que não tem recurso”, confirmou.

Pegou mal

A inauguração da rampa de acessibilidade na Rota das Cacheiras, em Corupá, gerou um mal estar. Quem conta é o secretário Regional Alceu Moretti.

“O prefeito (João Gottardi) se isola. Não mandou ofício para ADR e nem para o Chiodini (Carlos), que foi quem conseguiu recursos”.

Inspirado na paz

“Na política um dia faz sol, outro chove. Depois da chuva vem o sol e depois do sol vem a chuva”, dizia o vice-prefeito Udo Wagner, ontem, nos corredores do Cejas.

O pepista critica o clima bélico em função do pleito que se aproxima. “Passada a eleição, a vida continua. A discussão tem que ser no campo das ideias e não de ofensas”.

Udo vota em Merisio para governador e Bolsonaro para presidente.

 

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