No auge do sucesso do famoso e saudoso saco verde, Jaraguá do Sul chegou a reciclar 23,7% de todo lixo produzido no município, sendo destaque nacional. O feito aconteceu em 2015. Atualmente, a média de material enviado às cooperativas de recicladores fica entre 7% a 8% somente. Quem confirma os números é o gerente regional da Ambiental, Mario Luiz dos Santos. As planilhas mostram que o recorde de lixo reciclado recolhido através da coleta seletiva foi registrado em dezembro de 2015, com 640 toneladas de material – a conta é feita por amostragem. Na outra ponta, em abril deste ano, apenas 188 toneladas tiveram o destino correto, a média de 2017 fica em torno de 220 toneladas. A comparação é desanimadora para uma cidade que chegou almejar ter o título de a mais sustentável do Brasil e quem sabe do planeta. A Prefeitura desistiu de continuar fornecendo à população o saco verde em 2016, em função da grave crise financeira. Um acordo com o comércio chegou a ser ensaiado, mas sem uma lei específica, poucos supermercados compraram a ideia de fornecer sacolas verdes com propaganda da coleta seletiva. Na época, o custo do programa gerava em torno de R$ 1 milhão ao ano. A compensação financeira é que o município deixava de pagar para que o lixo reciclado fosse parar no aterro de Mafra. O custo para o transbordo de todo lixo produzido no município até lá gira em torno de R$ 12 milhões ao ano, segundo o secretário de Obras, Onésimo Sell. Antes controlado pela Fujama, agora o lixo voltou a ser gerenciado pela Secretaria de Obras e há projeto para que nos próximos anos passe a ser administrado pelo Samae. Segundo o gerente da Ambiental, Mario Luiz dos Santos, embora a queda dos índices de reciclagem seja expressiva, os números oficiais não retratam exatamente a realidade, pois há uma estimativa de que mais de 10 veículos passem pelas ruas antes da Ambiental e recolham clandestinamente o lixo reciclado separado pela comunidade. O especialista acredita que, se contabilizado isso, a cidade deve estar recolhendo em média 300 toneladas ao mês de reciclado, mesma média registrada antes do programa. Normando Zitta, atual presidente da Fujama, diz que atualmente a estrutura trabalha na conscientização das crianças, plantando uma semente que pode brotar no futuro. No presente, não há como negar os resultados expressivos alcançados pelo saco verde. Poucos programas públicos ganham adesão tão grande e rápida da comunidade. É verdade que ninguém deveria esperar por uma sacola para separar o próprio lixo, mas uma geração que não está acostumada com esta nova realidade merece um empurrão para mudar os hábitos. Preocupados com a situação, representantes das quatro cooperativas regularizadas estudam alternativas, entre elas, conseguir patrocínio para voltar a oferecer o saco verde. Além de funcionar como um estímulo à comunidade, dentro desse material o lixo passa a ser patrimônio público, não pode ser levado por ninguém que não seja cadastrado. AUXÍLIO-MORADIA  Levantamento do jornal A Gazeta revelou que os cofres públicos vão desembolsar neste ano R$ 437 milhões para bancar o auxílio-moradia a magistrados federais, estaduais e procuradores, que recebem em torno de R$ 30 mil de salário ao mês. Os magistrados ainda têm 60 dias de férias, ajuda de custo para despesas de transporte e mudança, salário-família, diárias, representação, auxílio-alimentação e gratificação pela prestação de serviço à Justiça Eleitoral. Uma das polêmicas em torno do auxílio-moradia e que até mesmo os juízes que atuam na sua cidade de origem recebem o benefício, de R$ 4,3 mil. MP AVALIA LEILÃO  O Ministério Público instaurou inquérito para apurar detalhes do leilão de imóveis que será realizado pela Prefeitura de Jaraguá do Sul. A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente quer informações sobre as áreas que serão colocadas à venda e a finalidade delas. Projeto aprovado pela Câmara prevê a comercialização de 23 terrenos públicos, a grande maioria com metragem entre 100 e 500 metros quadrados. A expectativa do governo é arrecadar pelo menos R$ 1,5 milhão com a iniciativa. Perigo aos ciclistas  Jaime Negherbon (PMDB) voltou a cobrar do Estado melhorias na SC-416, que liga Jaraguá do Sul a Pomerode. O parlamentar, que desde 2010 tem falado sobre os perigos da rodovia, disse que vem sendo procurado por ciclistas, que pedem mais segurança. Negherbon solicitou ajuda ao secretário de Desenvolvimento Sustentável, Carlos Chiodini, para que cobre uma resposta junto ao Deinfra.
Foto Eduardo Montecino
PRESIDENTE DA ACIJS ESPERA CRIAÇÃO DA 12ª REGIÃO DA PM  Após receber parecer favorável do comando geral da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública, projeto de criação da 12ª Região da Polícia Militar em Jaraguá do Sul só depende agora do governador Raimundo Colombo. Decreto autorizando o desmembramento da 5ª RPM, com sede em Joinville, da qual Jaraguá faz parte, já está na Secretaria da Casa Civil para a assinatura de Colombo. Pelo decreto, a 12ª RPM com sede em Jaraguá integrará administrativamente o 14º Batalhão, já instalado no município, e o 23º Batalhão, sediado em São Bento do Sul. Informado sobre a decisão em ofício encaminhado pelo secretário de Segurança Púbica César Augusto Grubba, ontem, o presidente da Acijs – entidade que liderou o pleito -, Giuliano Donini, disse que a confirmação representa uma conquista da comunidade e premia os esforços de todos os envolvidos na viabilização da unidade que, segundo ele, dará maior autonomia aos comandos da PM na região. CARTÓRIO ELEITORAL ABERTO NO SÁBADO O Cartório Eleitoral de Jaraguá vai funcionar neste sábado, das 9h às 12h, para atender os eleitores que precisam fazer o cadastro biométrico. Terão prioridade aqueles que agendarem horário pela internet, no site do TRE. É preciso levar documento de identificação com foto, comprovante de residência recente e comprovante de alistamento militar – para os homens maiores de 18 anos e que vão fazer o primeiro título. Até ontem, apenas 38% dos 116 mil eleitores haviam feito o cadastro. CANCELAMENTOS ACIMA DA MÉDIA  Dos 13,8 mil trabalhadores catarinenses que estavam recebendo auxílio doença e passaram por perícia no último ano, 83,3% tiveram os valores cancelados. O número é acima da média do país, de 79,9%. A revisão faz parte de um pente-fino do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Outros 1,6 mil beneficiários do Estado tiveram o auxílio suspenso por não comparecimento na consulta. No total, 13,2 mil catarinenses tiveram que voltar ao trabalho desde que o programa de revisão foi implantado.