Garantindo não ter intenção de deixar o MDB, o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, admitiu ter sido sondado sobre uma possível filiação ao PSL. O primeiro convite surgiu durante a temporada de definição de candidaturas.

Aliás, o empresário não foi cortejado apenas para se filiar à sigla de Jair Bolsonaro, foi convidado pelo próprio presidenciável para ser o candidato do partido ao governo de Santa Catarina. “Poderia ser hoje o governador do Estado”, disse rindo à coluna por telefone.

Lunelli conta que recebeu o telefonema de Bolsonaro quando estava no gabinete de Carlos Chiodini, em Florianópolis. “Não pude aceitar, não tenho nem dois anos de prefeito e também não sou homem de ficar pulando de galho em galho. Não vou deixar o partido pelo qual me elegi”, ressaltou.

Apoio contínuo

Apesar da negativa, o prefeito de Jaraguá do Sul segue sendo um dos maiores entusiastas da vitória do militar da reserva. Diz que Bolsonaro, se vitorioso, deverá aproveitar os primeiros seis meses para aprovar as reformas necessárias, entre elas, a política, “tem que acabar com esse número absurdo de partidos”.

Hoje do outro lado do balcão – de empresário para político-, porém, Lunelli avisa que quem pensa que vai se eleger e que como passe de mágica conseguirá fazer todas as mudanças sonhadas, logo irá se frustrar. “A gente consegue alguns avanços aqui, mas é com  jeito trabalho, com muita porrada. Não é fácil”.

Depois de ver Mauro Mariani e o MDB fora do segundo turno, a aposta dele é de que o Comandante Moisés pode vencer Gelson Merisio (PSD) embalado pelo tsunami 17.

 

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