Alista de Fachin deixou o tabuleiro eleitoral ainda mais incerto. A abrangência do esquema montado pela Odebrecht é tão grande e tão antigo que pouca gente se safou. Dos caciques não sobrou nenhum. Os três últimos presidentes foram citados – FHC, Lula e Dilma – e o atual também. Michel Temer seria um dos líderes no esquema por parte do PMDB ao lado de Eduardo Cunha, o ex-todo-poderoso. O governador Raimundo Colombo (PSD) também estaria até o pescoço afogado nesse mar de lama. A classe política tradicional – se o eleitor tiver juízo e memória – é carta fora do baralho em 2018. E mais do que isso, a lista do fim do mundo veio para escancarar o que os bons observadores já diziam: o sistema político brasileiro está podre, convive com esquemas e propinas como se esse fosse o comportamento natural. A ação em curso, bem destaca o cientista político Eduardo Guerini, ainda coloca em cheque a capacidade da Justiça Eleitoral de fiscalizar o pleito, as eleições, e o processo de financiamento das campanhas pautado nas relações promíscuas entre financiadores e partidos políticos. O conceito de gestão pública deve ser transformado, transparência e participação popular são essenciais. O controle sob os rumos do país deve estar nas mãos do cidadão. O eleitor precisa deixar de se vitimizar e tomar para si a responsabilidade de mudar o status quo. Natália assume o PMDB O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Carlos Chiodini, passou temporariamente o cargo de presidente municipal do PMDB de Jaraguá do Sul para Natália Petry. Ela ficará no comando da sigla por 60 dias. Além de estar à frente da SDS, Chiodini preside a Fundação Ulysses Guimarães e deve dar início ao planejamento da campanha eleitoral do próximo ano. 17916699_587767768086099_590117168_o Sem alagamentos Presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Garcia (PMDB) comemora a instalação de dois bueiros na BR-280 em frente ao condomínio Dante Minel. Desde 2015 o parlamentar vem mantendo frequentes audiências no DNIT para cobrar a melhoria e evitar alagamentos. Tempo de Renovação E já que a Páscoa é tempo de renovação, vale refletir. Não está na hora de impor um limite para mandatos para o Legislativo?  Os políticos eleitos para sucessivos mandatos no mesmo cargo são uma das razões para a não renovação da classe política nacional e pelo jogo sujo para garantir a perpetuação no poder. Mais econômicos  Parece que a tradição criada pela imprensa de divulgar as despesas de gabinete tem feito os vereadores ficarem mais criteriosos no uso do dinheiro público. Em março de 2016, os vereadores gastaram com telefonia, xerox, diárias e deslocamentos R$ 7,2 mil. No mesmo mês deste ano, a despesa caiu consideravelmente, foi para R$ 1,9 mil. O gabinete de Arlindo Rincos (PSD) foi quem mais custou aos cofres públicos no mês passado, R$ 659, desse montante, R$ 261 foi de telefonia celular. Na contramão, o mais econômico foi Jackson Ávila (PMDB), com apenas R$ 22. Dos 11 vereadores da atual legislatura, apenas Rincos e Ademar Winter (PSDB) usaram celular bancado pela Câmara em março.