Desde a jogada que culminou com a eleição de José de Ávila (PSC) para a presidência da Câmara, envolvendo traição e mentiras, o clima nos corredores da Câmara é tenso. Entre os gabinetes, separados por fina divisória, só se ouvem sussurros. Assuntos confidenciais e estratégicos são tratados do lado de fora. A guerra já envolve a demissão de assessor que denunciou à Justiça a contratação irregular de servidores e depois teve que ser recontratado por decisão judicial. Projetos dos considerados ‘adversários’ dos integrantes da Mesa Diretora – além de Ávila, Jocimar Lima (PSDC) e Arlindo Rincos (PP) - estão sendo segurados e rejeitados, como aconteceu com proposta de Luís Fernando Almeida (PP) que previa a obrigatoriedade dos garagistas concederem atestado de quilometragem e procedência aos compradores de veículos. Outro caso que chama a atenção envolve o projeto da vereadora Natália Petry (PMDB) impondo às empresas e concessionárias de telefonia fixa, banda larga, TV a cabo e outros serviços que demandem o uso compartilhado da estrutura de postes da Celesc a necessária identificação. O objetivo é acabar com o emaranhado de fios. O texto, protocolado no dia 15 de março, ainda nem recebeu parecer do jurídico. A desculpa é que a Casa quer antes uma posição da Celesc. É o mesmo que pedir para raposa cuidar do galinheiro. Com projetos importantes do Executivo para serem votados ainda este ano, como o das concessões de táxi, do transporte coletivo e o da publicidade ao ar livre, o clima tende a esquentar ainda mais. A tendência é de que as peças só voltem a se encaixar depois das formações das alianças para eleição de outubro, o que pode acontecer até agosto.

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Fortalecendo a economia  Os secretários municipais de Desenvolvimento Econômico de mais de cem municípios, prefeitos e empresários estarão presentes hoje no Seminário da Agência de Atração de Investimentos - Investe SC. O encontro será realizado a partir das 14h, na sede da Fiesc, em Florianópolis, e contará com a palestra do editor-chefe da IstoÉ Dinheiro, Luís Artur Nogueira. Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Carlos Chiodini, será uma oportunidade para que os municípios conheçam o projeto do Estado e as ferramentas que a Fiesc oferece para fomentar a economia. “Estamos propondo alternativas para que Santa Catarina seja o último Estado a entrar na crise e o primeiro a sair. Para isso precisamos capacitar quem está na ponta, lá nos municípios, procurando alternativas para aumentar a arrecadação e gerar empregos para seus munícipes”, enfatiza Chiodini.

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Foto: Divulgação
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Trocando figurinhas Se preparando para a disputa eleitoral de outubro, Nilson Bylaardt foi a Corupá trocar uma ideia com o prefeito e coordenador regional do PMDB, Luiz Carlos Tamanini. Recordista de mandato, Tamanini é considerado pé quente, quase um amuleto de sorte.

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Dívida na Saúde O secretário de Saúde Dalton Fischer vai hoje a Florianópolis tentar buscar uma solução para a dívida de R$ 5 milhões do governo do Estado com os hospitais do município. Caso os repasses não sejam colocados em dia até o fim de maio, serviços prestados a pacientes de fora da cidade podem ser cortados.

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Lentidão e descaso Moção aprovada pela Câmara, assinada pelo vereador Eugênio Juraszek (PP), pede pressa ao Estado para o término nas obras da SC-110, que vai a Pomerode. Juraszek lembrou que as obras envolvendo 15 quilômetros iniciaram em março de 2013 e ainda estão longe de serem finalizadas.

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