Há quem insista em dizer que não existe a velha e a nova política. Há também aqueles que não sabem distinguir o que é novo de fato e o que é, na verdade, jogo de marketing bem ensaiado.

Às vezes é mesmo difícil. Mas a considerar a primeira semana legislativa em Brasília, é possível perceber que algo diferente tenta ganhar corpo.

Alguns deputados como Gilson Marques, eleito pelo Novo de Pomerode, abriram mão de motoristas, auxílio mudança, apartamento funcional e prometem contratar apenas a metade dos assessores que teriam à disposição.

É uma mudança de comportamento que tira o parlamentar do pedestal e o coloca no lugar de servidor. Claro que tem político de carteirinha que torce o nariz a cada tentativa de se instaurar uma nova realidade.

O Legislativo precisa sim ser forte, atuante e ter estrutura para trabalhar. A democracia exige e depende disso. Entretanto, uma população que enfrenta o desemprego, a precariedade da educação, a falta de atendimento público de saúde e a insegurança não pode bancar uma conta exorbitante e desnecessária.

Último levantamento do Congresso em Foco lista como benefícios de um deputado federal salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, R$ 33 mil de auxílio mudança, verba de R$ 101,9 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo, escritório e divulgação do mandato, entre as principais despesas.

Não precisa ser muito crítico para perceber que tudo isso está fora da realidade da grande maioria absoluta dos brasileiros e cria um abismo entre os políticos e a sociedade ajudando a desmoralizar a prática política.

O que muitos deputados e senadores ainda não entenderam, mesmo após toda a reviravolta eleitoral de outubro passado, é que a sociedade passou a exigir representantes realmente próximos. Representantes que compreendam as necessidades da população, que queiram trabalhar em prol do país.

E não um grupo de engravatados desfrutando de um monte de privilégios, cercado por aspones, vivendo em uma ilha, cheia de viagens pagas com dinheiro do contribuinte, vinhos importados, charutos, festinhas e troca de favores.

Quem ainda não entendeu a mudança de atitude cobrada pelo eleitor será cedo ou tarde engolido por mais um tsunami. Não depois não adianta se dizer surpreso.

Chiodini demite secretário

Secretário de Assistência Social de Guaramirim, Valério Verbini (DEM) foi exonerado pelo prefeito Luís Antônio Chiodini (PP). Dois motivos principais levaram o pepista a tomar a decisão. Primeiro a não entrega dentro do prazo do Lar das Crianças, uma obra de cerca de R$ 1 milhão.

Chiodini também havia solicitado que a pasta elaborasse um projeto para substituir a cesta básica entregue a famílias carentes por um cartão. Assim, os beneficiados poderiam, no valor da cesta, escolher os produtos que se enquadram dentro das necessidades de cada família.

A ideia era com isso movimentar a economia local, já que a licitação das cestas básicas geralmente é vencida por empresas de fora. O substituto deve ser anunciado nos próximos dias. Segundo o prefeito, a ideia é buscar uma solução dentro do quadro.

Schiochet estreia

A assessoria de imprensa do deputado federal Fabio Schiochet (PSL) anunciou que o jaraguaense fará hoje seu primeiro pronunciamento na tribuna da Câmara Federal.

Deve destacar a busca por recursos para a duplicação da BR-280, a defesa dos valores familiares e a necessidade de aprovação de projetos do governo federal que visem melhorar o ambiente econômico e gerar emprego.

Executiva do PSD aprova negociações com MDB

O presidente do PSD em Jaraguá do Sul, o ex-vereador Jair Pedri reuniu a executiva, os vereadores e os pré-candidatos da sigla durante almoço ontem.

Saiu do encontro com aval para dar continuidade às conversas com o MDB do prefeito Antídio Lunelli e do deputado federal Carlos Chiodini.

“Deliberamos de forma unânime que por parte do PSD podemos continuar as conversas com o MDB. Sempre respeitando a independência e autonomia dos nossos vereadores”, resume.

Por enquanto, não há previsão para possível participação do empresário Alcides Pavanello no primeiro escalão da Prefeitura.

O time dos sonhos

Além de Alcides Pavanello, Antídio Lunelli cita nomes como Christiane Hufenussler e Célio Bayer como integrantes que gostaria de ter no seu governo.

MDB na oposição

O MDB decidiu que não irá compor o governo de Carlos Moisés (PSL) em Santa Catarina e os filiados que quiserem fazer parte da administração estadual terão que se licenciar, como já fez Paulo Eli, secretário da Fazenda.

A executiva da sigla, deputados e senador se reuniram na segunda-feira em Florianópolis. Outro tema tratado foi a sucessão de Mauro Mariani na presidência do partido.

Nomes como o do senador Dario Berger e dos deputados federais Carlos Chiodini e Celso Maldaner estão entre as principais possibilidades.

Mal estar

Ninguém fala publicamente, mas a ausência de convite para que o prefeito Antídio Lunelli participasse da agenda do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Lucas Esmeraldino (PSL), em Jaraguá do Sul, gerou mal estar no Paço.

No páreo

Colunista do OCP e empresário da comunicação e de eventos, Moa Gonçalves tem sido citado em diversas rodas de política como candidato a vereador em 2020. Moa não entrega o jogo, mas diz que, por enquanto, está no páreo.

 

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