Apesar do anúncio do diretório nacional do PP de que o partido continua no governo de Dilma Rousseff, o deputado federal Esperidião Amin, que sempre foi um crítico do PT, prevê que dos 51 deputados da sigla menos de 15 votem contra o impeachment. A grande maioria já avisou que se posicionará favorável ao afastamento da presidente. Segundo Amin, todos os partidos estão divididos, principalmente, o PMDB. Entre os grandes, apenas PT e PSDB têm posição completamente unificada. No prognóstico do catarinense, o impeachment será apertado, mas aprovado na Câmara dos Deputados. Contrário à posse de Michel Temer por entender que o PMDB é tão beneficiário quanto o PT da corrupção que se instalou em Brasília, Amin foi o primeiro a defender publicamente a necessidade de uma eleição para escolha de um novo presidente, como forma de dar legitimidade ao próximo governo e diminuir o acirramento político. Apesar disso, vê a declaração do governador Raimundo Colombo (PSD), sobre a realização de uma eleição geral para todos os cargos, como um sonho. “É válido sonhar. Mas eu não vejo como todos renunciarem, que seria a única forma legal para o processo. Até os suplentes precisariam abrir mão”, lembra. São três as possibilidades legais para que a eleição ao Palácio do Planalto aconteça. Primeiro a cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso do poder econômico. “Pode acontecer antes ou depois do impeachment. Porque se a Dilma cair, o PT vai admitir que teve dinheiro ilegal na campanha. Eles não vão facilitar a vida do Temer”, prevê Amin. Outra possibilidade é a Câmara seguir o que determinou o STF (Supremo Tribunal Federal) e abrir um processo de cassação também do vice. E, ainda, a mais improvável, a renúncia de ambos. O fato é que os dias em Brasília são e vão continuar por um bom tempo sombrios. “Um convento de Carmelitas”, ironiza Amin.

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Zé muda de sigla Sem chamar a atenção, o presidente da Câmara, José de Ávila, deixou o Solidariedade, partido o qual havia se filiado há apenas dois anos, para assinar ficha no PSC (Partido Social Cristão). Nos planos, Ávila pretende buscar a reeleição ao Legislativo.

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Foto: Natália Trentini
Foto: Natália Trentini
Passado a limpo Sessão solene em homenagem a emancipação política do município, realizada pela Câmara de Vereadores ontem, relembrou os primeiros eleitos em Jaraguá do Sul. O ato simbólico restitui o mandato de Leopoldo Augusto Gerent e outros sete vereadores que tiveram os direitos políticos cassados com o golpe de 1937. O evento teve a presença de autoridades como o prefeito Dieter Janssen, secretário de Estado da Segurança Pública, César Grubba, e deputado estadual Vicente Caropreso, além dos vereadores, lideranças e representantes dos homenageados.

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Secretaria de Obras tem novo titular O governo ainda não confirma, mas Ivan Wolter, que é servidor de carreira e ocupava a diretoria de Projetos da Secretaria de Urbanismo, foi convidado e aceitou ser o novo secretário de Obras de Jaraguá do Sul. A substituição das outras duas pastas abertas, Cultura e Habitação, deve ser anunciada hoje. A tendência é de que o prefeito Dieter Janssen opte por profissionais do quadro que vão acumular funções. Com esta lógica, Sidnei Lopes, que está na chefia de gabinete, pode assumir também a Fundação de Cultura.

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Lei Bernardo A Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei do deputado estadual licenciado, Carlos Chiodini (PMDB), que institui atenção especial para vítimas de abuso sexual ou violência nos órgãos de proteção e defesa das crianças e adolescentes. Chamado de projeto Bernardo, em referência ao menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, que foi assassinado pelo pai e pela madrasta em 2014. O garoto havia procurado a Justiça meses antes do crime, relatando falta de atenção familiar, mas não foi protegido.

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