A facínora realidade do sistema carcerário brasileiro sempre foi um retrato fiel da impotência, vulnerabilidade, e incompetência do Estado. De outro lado, temos uma plateia atemorizada e, ao mesmo tempo, extasiada pela curiosidade mórbida do banho de sangue e decapitações, compartilhadas nas redes sociais. Portanto, nesse padrão de sistema, a barbárie acaba coabitando nos dois lados.

Em maior ou menor grau, delinquência, violência e injustiças, sempre estarão presentes nas sociedades. Entretanto, por conta da ineficiência e conivência, alguns países, inserindo-se o Brasil, conseguem gerar mais violência numa população carcerária já violenta. Sistemas carcerários desse padrão, são caracterizados por superlotações, falta de estrutura e higiene, guerras de fações, corrupção dos serviços carcerários, entre outros.

Nesse aspecto, nosso município posiciona-se como ponto positivo fora da curva. Nosso sistema está orientado na ressocialização dos apenados. A atuação do Conselho Comunitário Penitenciário, conjugado com monitoramento de presos em regime aberto são práticas eficazes que tem garantido baixos índices de violência.

A viabilidade do processo de ressocialização está amparada em programas de trabalho e aprendizado como: remissão por leitura; trabalho nas empresas; trabalho na própria unidade prisional; cursos de formação escolar e profissionalizantes, como o recém lançado curso de programação de dados. Em suma, cerca de 80% dos detentos, realizam alguma atividade produtiva, seja trabalho na própria unidade prisional, trabalho externo, estudo ou leitura.

O modelo de sistema penitenciário adotado por Jaraguá do Sul, é uma prova concreta de que criminalidade se combate com inteligência e não com mais violência.