Somos uma região de grande potencial econômico e geradora de riquezas. Nosso gargalo crônico é a limitada estrutura viária que não depende das administrações locais. Somos um modelo regional de economia que busca se conduzir pela via do ‘estado mínimo’. A história tem provado que fazemos por aqui, aquilo que nos cabe e, dependendo da circunstância, fazemos até o que não nos cabe, e no menor prazo possível.

Entretanto, o mínimo que necessitamos do estado, sempre torna-se o máximo em problemas. Iniciamos e encerraremos 2019 sem que os reparos da rodovia SC-108 estejam concluídos. Esta obra contingencial é um retrato fiel do senso de urgência que o estado, paradoxalmente, dedica a quem produz e arrecada para esse mesmo estado.

Estamos falando de uma rodovia que é uma importante ligação entre Blumenau, no Vale do Itajaí, com os municípios do Norte Catarinense. Portanto, somos consideravelmente impactados. Embora soe covardia tal comparação, o Japão não levaria esse espaço de tempo para recuperar o país inteiro de uma eventual catástrofe.

Somos uma região reconhecida pelo trabalho e desenvolvimento. Ultimamente temos nos destacado pela paciência. Dispensamos essa referência. Esperamos competência.