Só para termos uma ideia do impacto nocivo da ação do homem sobre a ‘Pacha Mama’, até 2030 os humanos(?) lançarão ao mar o equivalente a 26 mil garrafas plásticas por quilômetro quadrado, ou 10 milhões de toneladas por ano. Apenas para nos situarmos em meio a tanto lixo, saibamos que o Brasil é o quarto país mais produtor de lixo do mundo. São 11,4 milhões de toneladas por ano, das quais, pífios 1,3% são recicladas.

Portanto, perdemos cerca de 10 bilhões de reais por ano com materiais que poderiam ser reciclados. Ficamos atrás dos Estados Unidos (1º lugar); China (2º) e Índia (3º). Em síntese, no tocante a produção de lixo, somos de primeiro mundo, mas em reciclagem somos de último.
Esses dados alarmantes nos mostram que a harmonia entre homem e natureza deverá ser reconquistada. Ela foi desconectada por conta do consumismo e desperdícios desenfreados.

Ainda aceitamos o conceito e a condição de que o homem é o centro de tudo e de que os recursos ambientais devem lhe servir e satisfazer a todas as suas necessidades. Ainda sustentamos a ideia de que a preservação e a sustentabilidade do planeta se situa na contramão do processo de produção e consumo a qualquer custo.

Tragicamente, ainda somos minoria que recicla, de forma correta, o próprio lixo. Sequer sabemos que não basta reciclar corretamente, é necessário produzir menos lixo. Isso demanda uma atitude de redução do consumismo e do desperdício. Oportuno se faz refletirmos sobre qual é nossa particular relação com o lixo, que impacta nossa casa, nossa cidade e o planeta.