O processo de metropolização pós revolução industrial, impôs uma radical transformação no modo de vida urbana. Passamos dos limitados bondes, para a massificação dos automóveis. A urbanização nos impôs a pressa, e esta, a velocidade de locomoção. Com isso, os veículos, cada vez mais seguros, confortáveis e inteligentes, estão prestes a voar.

Tudo seria uma ‘viagem’ perfeita não fosse o infortúnio de estarmos trafegando na contramão’ sem GPS e com faróis apagados. Estamos nos aproximando do que podemos chamar de ‘colapso paradoxal’, ou seja, quanto mais velozes se tornam os veículos, mais vagarosamente nos locomovemos. Quanto mais seguros e inteligentes, mais vítimas são geradas. A capacidade estrutural urbana nunca crescerá na mesma velocidade de produção de veículos.

Somadas a estas variáveis, temos a educação, conscientização e tolerância dos usuários, se mostrando inversamente proporcionais ao crescimento da frota de veículos. O produto desta equação é um modelo insustentável. Já não se concebe ‘banheirões’ motorizados poluindo e congestionando o fluxo para conduzir um único cidadão. Este é um custo social inadequado que deveria ser pago pelo solitário motorista. Urge tomarmos outra via. Isto requer gestão pública visionária associada a conscientização dos cidadãos.