Sim, o título está correto, e vamos direto ao ponto. ‘Homem’ não maltrata mulher. Amanhã (25) comemora-se o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher. Oportuno dizer que a ciência já desvendou quase por completo, a espécie que maltrata mulher.

As características físicas determinam pertencer à família dos quadrúpedes. Apêndices protuberantes pontiagudos na parte frontal do crânio são os sinais mais evidentes dessa linhagem.

No tocante ao comportamento, uma disfunção neurológica responsável pelo impulso à violência, também já foi elucidada. O interior do crânio do ‘Homem’ inteligente e civilizado é constituído de massa encefálica, ou cérebro, enquanto na espécie em questão, é recheado de massa ‘fecálica’, vulgarmente conhecida por cocô. A diminuta dimensão do órgão reprodutor é outra peculiaridade só pertencente à essa espécie. Para fechar o perfil, certamente estes não lerão o presente texto, pois usam o jornal para limpar o que melhor representa sua essência.

Obviamente essa espécie mentecapta não sabe que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelece, em seu artigo 5º, que “todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Por sorte, o processo de evoluir em sociedade demanda iniciativas, lideranças, lutas e renúncias de poucos em benefício de muitos. São com esses esforços organizados e liderados que defendemos e asseguramos aquilo que nos faz humanos, ou seja, nossos direitos e deveres fundamentais e universais.

Embora na prática a realidade seja outra, e os índices de Jaraguá são provas disso, não posso me furtar de enaltecer a atuação da equipe do CREAS - Centro de Referência Especializado de Assistência Social, sob comando de Maria Santin Camello - Nina (Secretária de Assistência Social e Habitação) e Maria Andreia Stanck (Gerente de Proteção Social Especial), em consonância com a Rede Catarina de Proteção à Mulher, recentemente implantado pela Polícia Militar de nossa cidade, sob coordenação do major Aires Volnei Pilonetto.

Outra informação ignorada pela espécie dos ungulados, é de que a violência contra a mulher só se materializa fisicamente. Como bem orienta o nosso CREAS [(47)3275-2343], além da violência física (empurrar, chutar, amarrar, bater), há a violência moral (caluniar, injuriar, difamar); a sexual (pressionar a prática do ato sexual, negar-se ao preservativo, proibir o uso de métodos contraceptivos); a patrimonial e econômica (controlar o dinheiro, impedir de trabalhar, destruir os pertences, ocultar bens e propriedades); e a psicológica (humilhar, insultar, isolar, perseguir, ameaçar). Portanto, mulher, não abra mão de sua intocável dignidade. Denuncie! Procure ajuda!

“Quando o mundo inteiro está em silêncio, até mesmo uma só voz se torna poderosa”. (Malala Yousafzai).