No editorial de ontem alertávamos sobre a banalização da desinformação em torno da pandemia que assola o mundo. É considerável o poder de infecção do Covid-19, mas, por outro lado, é avassaladora a disseminação de fake news. Constantemente são divulgadas informações falsas sobre o novo coronavírus, que vão desde teorias infundadas até receitas milagrosas.

O Ministério da Saúde já desmentiu diversos boatos que insistem circular na internet. Fake news causam pânico na população e atrapalham os trabalhos técnicos das autoridades competentes, sendo imprescindível combatê-las. Por isso, é de suma importante recorrer a fontes qualificadas e seguras de informação. Nesse sentido, reforçamos que, enquanto veículo de informação comprometido com a verdade, seguiremos contribuindo com fornecimento de informações fidedignas para a auto orientação e consequente prevenção.

Sugerimos que, hierarquicamente, se busque informações em fontes oficiais como: Ministério da Saúde, secretarias de saúde do estado e do município, médicos de confiança, além dos veículos de comunicação reconhecidos, tradicionais e próximos de você. Ademais, é possível verificar se uma informação é falsa ou verdadeira comparando textos de diferentes mídias, bem como, recorrendo a serviços online de checagem.

Já que a atitude é de combate ao coronavírus, cumpre-nos fornecer, ainda, algumas dicas para combater as fake news: i) observe sempre a fonte primária da informação; ii) não compartilhe conteúdo sem conhecer previamente a fonte; iii) confira sempre a data e a localização da publicação; iv) busque confirmação da notícia em outras mídias; v) não confie em áudios e vídeos que não há identificação dos autores; vi) confira os perfis dos autores das informações nas redes sociais.

Agora, o senso coletivo deve estrar acima do individual. O momento requer atitude de prevenção, responsabilidade, bom senso e cidadania. É o que fará a grande diferença.